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	<title>Arquivos adolescência - Tatiana Leite</title>
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		<title>Geração Z: os perigos do mundo digital para os adolescentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Oct 2019 14:25:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adolescência é uma fase de transição entre não ser mais criança, mas ainda não ser adulto. Mudanças físicas, psicológicas e sociais, somadas ao aumento da responsabilidade, ao aprendizado e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A adolescência é uma fase de transição entre não ser mais criança, mas ainda não ser adulto. Mudanças físicas, psicológicas e sociais, somadas ao aumento da responsabilidade, ao aprendizado e a falta de habilidade emocional, tornam esse período cheio de conflitos externos e internos. Como se já não fosse difícil ter que lidar com tantas transformações, a geração Z, jovens nativos digitais &#8211; nascidos entre 1990 e 2010, precisam se descobrir e amadurecer no ambiente digital. Conectados 24 horas por dia, sete dias por semana.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que a internet é uma ferramenta poderosa, que amplia as possibilidades de aprendizado, de relacionamentos, de acesso à informação, de expressão de pensamentos e ideias. Mas, ela também apresenta muitas ameaças. Principalmente para os jovens que ainda estão no processo de autoconhecimento, descobrindo suas emoções, seus limites e sua sexualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os adultos que já passaram dessa fase é quase impossível se lembrar do quanto pode ser confuso e assustador ser jogado no mundo real, mas ainda preservar a ingenuidade e a imaturidade da infância. Para os pais, o desafio é duplo: educar os filhos na fase em que passam a ressignificar os aprendizados da infância por meio da contestação, do conflito e da descoberta do “EU” e da individuação, com o adicional da internet e da vida online. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Quais são as maiores ameaças do mundo digital para a geração Z?</b></h2>
<h3></h3>
<h3><b>Redes sociais</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Contrariando a proposta da maioria das redes sociais que é conectar pessoas, gerar relacionamento e multiplicar informação, os adolescentes, que passam muitas horas online, parecem estar cada dia mais desconectados do mundo. Hipnotizados por seus celulares, parecem saber interagir apenas a partir da tela. De acordo com a pesquisa Social Media, Social Life, realizada em 2018, 68% dos jovens de 13 a 17 anos, preferem enviar uma mensagem de texto do que conversar pessoalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, por que isso é um problema? A interação humana e as relações interpessoais são ferramentas que nos conduzem a identificarmos e compreendermos nossas emoções. Ao ver outras pessoas reagindo aos sentimentos e situações, podemos ter uma melhor noção sobre o que sentimos. Outro grande problema dos jovens passarem muito tempo no mundo virtual é que aos poucos se perde a noção do que é vida real e do que é apenas uma ilusão, uma construção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As redes sociais são um recorte da realidade. As postagens no Instagram são um momento congelado e editado. Mas, é fácil para os adolescentes que estão do outro lado da tela, com poucas referências do que é a “vida real”, confundir aquela experiência fragmentada com a realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ansiedade, depressão, insatisfação com o próprio corpo, distúrbios alimentares, autocobrança excessiva. São alguns dos distúrbios que podem surgir em decorrência do uso excessivo de redes sociais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Dependência virtual</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já existem alguns distúrbios atribuídos exclusivamente ao estilo de vida hiperconectado. O mais famoso deles é o FOMO (</span><i><span style="font-weight: 400;">Fear Of Missing Out</span></i><span style="font-weight: 400;">). Em uma tradução livre significa o medo de ser deixado de fora. Podemos interpretar esse transtorno como o medo de estar perdendo algo mais interessante, de estar sendo deixado de lado e não pertencer ao grupo. Descrita pela primeira vez no ano 2000, essa síndrome é o principal sintoma de uma pessoa que está viciada nas redes sociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Checar o feed a cada cinco minutos. Rolar a timeline por horas. Comparecer a um evento e só pensar nas fotos para o Instagram. São sintomas de quem está dependente do ambiente virtual, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra disfunção psicológica em decorrência da vida digital é a Nomofobia ou medo de ficar sem o celular. Que pode ser interpretado tanto para ficar sem bateria quanto sem conexão com a internet.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo apresentado em 2014 por </span><span style="font-weight: 400;">Fernanda Davidoff. Intitulado </span><a href="https://www.unifesp.br/noticias-anteriores/item/2208-jovens-desenvolvem-dependencia-de-redes-virtuais"><span style="font-weight: 400;">O Impacto do Uso de Mídias Digitais na Qualidade de Vida de Adolescentes</span></a> <span style="font-weight: 400;">revelou que 68% dos adolescentes ouvidos na pesquisa sofriam de dependência moderada em relação às tecnologias atuais (smartphones, tablets e internet). Enquanto que 20% enquadraram-se como dependentes graves.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Viciados em likes</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As ferramentas de interação das redes sociais são programadas para nos manter cativos a plataforma. Postar uma foto e conferir quantos likes, comentários estamos recebendo é um hábito comum de todos os usuários. Mas, para os adolescentes esse processo de se sentir validado apenas quando recebe o “like” alheio pode se tornar ainda mais doloroso. O problema é tão grave e gera tantos distúrbios para a saúde e a para a auto imagem que esse ano o Instagram fez uma atualização importante e muito contestada. A plataforma ocultou o número de curtidas nas fotos. Evitando portanto que os usuários façam comparações entre si. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Conteúdo publicitário</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensado exclusivamente para nos influenciar, o conteúdo publicitário conduz conversas e gera impulsos de consumo ou opinião em nossas mentes. Os adolescentes estão muito mais suscetíveis a serem influenciados pelas opiniões alheias, pela sedução das marcas e também por discursos perigosos como o preconceito, a misoginia, a exclusão de classes, etc.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Como proporcionar uma internet segura?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro passo para superar os desafios de educar um filho nativo digital é criar um ambiente de confiança, diálogo e respeito a individualidade. Orientar os adolescentes sobre as ameaças e estar sempre atento ao tipo de conteúdo e interação que esses jovens estão consumindo e criando. Ensinar sobre perfis fakes, sobre notícias falsas, sobre fontes de informação confiáveis e sobre como fazer checagem da informação são alguns caminhos interessantes. Pode parecer estranho, mas aprender a distinguir a realidade não é tão simples quanto parece.  Se torna mais fácil quando eles aprendem a comparar e perceber o que é fabricado do que é real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Orientar sobre a privacidade, sobre informações pessoais e sobre a intimidade também é extremamente relevante. Eles precisam aprender a se proteger dentro do mundo digital. Do outro lado, também precisam aprender a respeitar as outras pessoas e colegas. O Cyberbullying deve ser combatido. Os adolescentes são as principais vítimas e os principais agentes ativos desse crime virtual. Os pais e orientadores pedagógicos precisam ensinar sobre os limites legais e ilegais do ambiente virtual. Mostrar que eles serão  responsáveis por um crime cometido na internet, da mesma forma que um crime cometido fora dela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os mais jovens existe ainda a possibilidade de restringir o acesso à páginas que contêm conteúdo impróprio de acordo com a idade. Limitar o acesso, criar restrições de horários e períodos e instalar softwares de segurança são algumas possibilidades. Mas, o mais importante é que os pais e orientadores saibam que nada substitui a orientação, o diálogo e o vínculo de confiança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas ferramentas para acompanhar a atividade online são:</span> <span style="font-weight: 400;">Youtube Kids, Netflix Kids, Google Family, etc.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>A terapia pode ser uma ferramenta nesse processo de descoberta</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em vez de reunir, as telas podem criar um gap geracional. Afastando adultos dos adolescentes nessa fase tão relevante para o desenvolvimento humano. Nesse sentido, a terapia pode ser uma ferramenta de aproximação. Um ambiente seguro para que os jovens possam refletir e discutir sobre seu processo de individuação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tantos alertas para a segurança parece improvável proteger os adolescentes dos perigos online. Mas, acredite, a internet é uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento dos jovens. Proibir não é o melhor caminho. Ao conhecer os riscos e ameaças podemos ajudar os adolescentes a fortalecerem sua saúde mental e emocional. Além de desfrutar de todos os benefícios de estarem sempre conectados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2019/10/16/geracao-z-os-perigos-do-mundo-digital-para-os-adolescentes/">Geração Z: os perigos do mundo digital para os adolescentes</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
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