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	<title>Arquivos Adolescência - Tatiana Leite</title>
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	<description>Psicóloga - CRP 06/77375</description>
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	<title>Arquivos Adolescência - Tatiana Leite</title>
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		<title>Setembro Amarelo: adolescentes são mais vulneráveis a pensamentos suicidas e sofrimento emocional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2020 00:16:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Compreender as razões que levam ao aumento do índice de suicídio entre jovens é um dos maiores desafios para educadores, psicólogos e pais. Por que será que os adolescentes estão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Compreender as razões que levam ao aumento do índice de suicídio entre jovens é um dos maiores desafios para educadores, psicólogos e pais. Por que será que os adolescentes estão mais vulneráveis a pensamentos suicidas? Fugir do assunto ou fingir que ele não existe não nos ajuda a entender a questão muito menos prevenir. Aproveitando a temática do Setembro Amarelo, campanha mundial de Prevenção ao Suicídio decidi trazer tema para nossa discussão.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Uma tragédia relatada em números</b></h2>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo feito pela OMS &#8211; Organização Mundial da Saúde em 2016 apontou que uma pessoa comete suicídio a cada 4 segundos no mundo. O correspondente a 800 mil mortes por ano. Apesar do grande número de vítimas, entre 2010 e 2016, a taxa de suicídio global caiu -9,8%. Mas apenas 38 países apresentam estratégias preventivas contra o problema. No Brasil, foram registrados 13.467 casos de suicídio em 2016, segundo a OMS. No geral, pouco mais da metade de todas as pessoas que cometem suicídio têm menos de 45 anos. Entre a faixa etária de 15 a 24 anos, o suicídio é a segunda principal causa de morte, depois de acidentes de carro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante dos fatos o suicídio entre jovens simboliza uma problemática cada vez mais presente na nossa contemporaneidade. é urgente olharmos para a questão e buscar de medidas efetivas capazes de diminuir radicalmente o problema. Independente das múltiplas soluções que possam surgir mais mais adequada continua sendo o acompanhamento psicológico. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Cinco causas frequentes que influenciam as ideações suicidas entre jovens</b></h2>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por que? Essa é a pergunta mais recorrente quando estamos diante de um caso de suicídio. Quais os fatores levaram esse jovem a acreditar que não haveria outra saída? Não existem um denominador exclusivo, mas observando alguns fatores em comum é possível indicar cinco fatores que podem influenciar os jovens.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Séries, Filmes e Livros que glamourizam o suicídio como uma saída para os problemas</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seriados, filmes e livros podem influenciar os jovens, principalmente se essas obras não tiverem um cuidado redobrado ao apresentar o tema. O seriado “13 Reasons Why” se propôs a discutir a questão, trazendo luz para o problema e iniciando o debate sobre suicídio. E nisso o seriado teve sucesso afinal o tema acabou sendo amplamente discutido na mídia. Mas, algumas pessoas apontam para a correlação entre a exibição do seriado e o aumento de casos. Mesmo que a ideação suicida esteja associada a múltiplos fatores, a alta exposição aos filmes e às séries com essa temática pode motivar a opção pelo suicídio. Principalmente entre os jovens que não possuem discernimento e senso crítico ao assistir as obras.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Impacto das redes e do universo digital</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">As redes sociais e a alta exposição ao ambiente digital muitas vezes também se torna um fator de alerta para a saúde mental dos jovens e para sua vulnerabilidade emocional. Além de estarem expostos a influências já existem muitos estudo mostrando que o ambiente digital está entre as principais causas de depressão entre os adolescentes. Ao passar muito tempo nas redes sociais os jovens perdem a noção do que é mundo real e mundo virtual. Ansiedade, depressão, insatisfação com o próprio corpo, distúrbios alimentares, autocobrança excessiva. São alguns dos distúrbios que podem surgir em decorrência do uso excessivo de redes sociais. A pouca habilidade emocional para lidar com essas questões levam a ideações suicidas. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Falta de expectativa no futuro</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fragilidade emocional, frustração, falta de estrutura familiar, pressão para escolher uma profissão, passar no vestibular, iniciar uma carreira. Todos esses fatores afetam a saúde mental dos jovens e fazem com que a adolescência seja uma fase difícil, de muita ansiedade e sofrimento emocional. Diante desses conflitos alguns se vem desesperançosos em relação ao próprio futuro. Essa perda de perspectiva é um gatilho fatal.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Conflitos relacionados à orientação sexual</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim a sexualidade ainda é um tabu. Estamos avançando para vencer esse preconceito, mas ainda é possível encontrar muitos adolescentes que sofrem diante de suas orientações sexuais. Estar diante da aprovação da sociedade e se ver falhando nessa expectativa influencia o desenvolvimento dos transtornos psíquicos que podem levar ao suicídio. A insegurança nos relacionamentos afetivos e em relação ao próprio corpo são fatores complicantes desse cenário. Logo, questões de sexualidade pouco compreendidas na adolescência não podem ser descartadas como motivação para o suicídio.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Ausência de tratamento</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os fatores acima convergem para a ausência de tratamento. Com poucas ferramentas emocionais para encararem os conflitos internos os jovens que não recebem acompanhamento psicológico estão mais vulneráveis. Muitos têm vergonha ou medo de pedir ajuda, de serem incompreendidos ou até mesmo de serem rotulados e julgados. Infelizmente, a superação dos estigmas e dos preconceitos em relação ao verdadeiro papel da Psiquiatria ainda é um dos principais desafios deste século com relação à saúde mental. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>O que os pais e orientadores pedagógicos podem fazer em casos de pensamentos suicidas?</b></h2>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falar sobre o tema ainda é melhor remédio para prevenir os suicidio. Precisamos tirar o tabu da frente para lidar com a questão de maneira objetiva e sensível. Trazer o assunto para a sala de aula, buscar acolher os sentimentos e mostrar que existem muitos caminhos de lidar com as questões internas é um bom começo. Isso também se aplica para as famílias. Conversas abertas e sem julgamento são o primeiro passo para ouvir e entender possível situações delicadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Observar as mudanças de comportamento, mudanças repentinas de interesse e de grupos de amigos também são sinais importantes. Cuidar da saúde mental oferecendo ajuda e auxílio especializado de um médico ou psicólogo. Quadros </span><span style="font-weight: 400;">depressivos podem estar ligados aos processos de mudanças fisiológicas e psicológicas comuns a essa faixa etária. </span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como você pôde perceber, uma das melhores alternativas para reduzir o aumento do índice de suicídio entre jovens é a atenção à saúde mental. Se você conhece alguém nessa situação, não espere a evolução do quadro: Encontre ajuda!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Volta às aulas: coloque a sexualidade na pauta escolar!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2020 15:30:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Viva Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As atividades escolares estão voltando essa semana. Em meio a muita agitação das crianças e dos adolescentes, nós que somos pais, professores e orientadores pedagógicos já estamos preparando o terreno [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2020/02/04/volta-as-aulas-coloque-sexualidade-na-pauta-escolar/">Volta às aulas: coloque a sexualidade na pauta escolar!</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As atividades escolares estão voltando essa semana. Em meio a muita agitação das crianças e dos adolescentes, nós que somos pais, professores e orientadores pedagógicos já estamos preparando o terreno para conduzi-los em mais um ciclo de aprendizagem e desenvolvimento. A volta às aulas é sempre um período de muita ansiedade entre os jovens. A cada novo ciclo eles vivem um mix de expectativa e medo em relação às experiências que estão por vir. Presenciando assim um turbilhão de emoções e sentimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uns, 2020 será ano de começar o ensino médio.  Para outros, ano de vestibular. Tem ainda os que irão iniciar agora em janeiro a tão sonhada faculdade e os que estão em fase cursinho. Mas, uma coisa é certa, independente da fase escolar que esteja, todos irão, ao longo do ano, testar, aprender e desenvolver sua sexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, precisamos tratar a sexulidade dos adolescentes como um direito. Não como um tabu a ser ignorado. A escola, o cursinho, a faculdade e o ambiente familiar precisam entender que, mesmo velando o tema e tratando os jovens como inaptos para as descobertas sexuais, isso é algo inerente à vida. Eles estão constantemente conhecendo, expondo, analisando e experimentando a sexualidade. E, se isso é algo tão natural para os processos do corpo, da psique e das relações humanas por que continuamos a ignorar a sexualidade dos jovens? Nosso papel enquanto adultos é justamente orientar e guiar os adolescentes. Oferecendo um ambiente de escuta que seja seguro e responsável. Afinal, só dessa forma, eles poderão ampliar a própria capacidade de conhecimento e aprendizagem sobre o que é vida e sexualidade. </span></p>
<h2><b>VIVA SEXUALIDADE</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto </span><a href="http://tatianaleite.com.br/projeto-viva-sexualidade/"><b>Viva Sexualidade</b></a><span style="font-weight: 400;">, que nasceu em 2017, fala sobre como a sexualidade humana é vivida em ciclos de movimento, expansão e contração. Ela cresce em espiral através do tempo e pode ser observada em todas as fases da vida. Na infância, quando estamos descobrindo nosso corpo e nos desconectando de nossas mães. Na adolescência, com o início da puberdade da produção dos hormônios sexuais e do amadurecimento dos órgãos reprodutivos. Na vida adulta e também na terceira idade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro desse processo natural de desenvolvimento algumas fases podem causar mais ou menos estresse. Para os adolescentes é muito comum que essa seja uma fase de grande ansiedade. Já que na nossa sociedade é muito comum reprimirmos as conversas em torno do tema. Tratarmos o assunto como um tabu e negarmos a condição natural dos jovens dentro do processo de descoberta da sexualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser </span><a href="http://tatianaleite.com.br/2019/10/16/geracao-z-os-perigos-do-mundo-digital-para-os-adolescentes/"><b>adolescente no mundo digital</b></a> <span style="font-weight: 400;">é ter que viver uma fase de transformações físicas, sociais e emocionais conectado à internet 24 por dia, 7 dias por semana. A chamada geração Z vive muitos os conflitos internos e externos durante a adolescência. Para nós, que já passamos dessa fase, é quase impossível entender o quanto o ambiente digital está interferindo na construção da psique dos jovens. </span></p>
<h2><b>A descoberta da sexualidade</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem muitas formas. Mas, a que eu considero mais assertiva é criar ambientes e espaços para que os adolescentes se sintam seguros em compartilhar suas experiências. Tirar dúvidas. Conversar sobre suas curiosidades. É fundamental que eles fiquem confortáveis para compartilhar e ouvir sem se sentirem julgados por seus pensamentos e atitudes. E cabe a nós iniciarmos esse relacionamento. Criarmos esses espaços dentro de casa, no ambiente escolar, no consultório, etc. Colocar as próprias experiências e se mostrar vulnerável é uma excelente maneira de construir esse vínculo afetivo e de confiança.</span></p>
<h2><strong>Projeto vida adolescente</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano passado, tive a oportunidade de realizar o </span><b>projeto vida adolescente</b><span style="font-weight: 400;"> dentro do colégio Maple Bear em São Paulo. Foram seis meses de trabalho. Junto com orientadores pedagógicos e os próprios jovens. Fomos capazes criar espaços de conversa sobre: MUNDO DIGITAL, SEXUALIDADE, REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES. Falamos sobre os </span><a href="http://tatianaleite.com.br/2019/10/16/geracao-z-os-perigos-do-mundo-digital-para-os-adolescentes/"><span style="font-weight: 400;">perigos da superexposição na internet. </span></a><span style="font-weight: 400;">A dependência causada pelas redes sociais. O bullying e a exclusão social que os jovens sofrem por meio dessas ferramentas e que se estende para o convívio presencial. Temas como: pornografia, sexting, namoro, vínculos afetivos, aspectos biopsicossociais da sexualidade também foram abordados nesses encontros. Como resultado, conseguimos gerar muito mais conhecimento e esclarecimento para os adolescentes que participaram dos debates.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que não é uma tarefa fácil, existem inúmeros medos e anseios dos pais em abrir espaço para esse tipo de conversa. Acho que o maior deles é saber que não podem controlar as experiências dos filhos e acreditarem que ao evitar o assunto estão preservando a inocência e a pureza das crianças. Mas, a verdade é que, como dito anteriormente, a sexualidade é um processo constante e natural. Os adolescentes vão inevitavelmente testar seus desejos e vontades e descobrir o sexo em algum momento, Por isso, orientar e guiar essas experiências, enxergando que sexo e sexualidade são coisas diferentes, é a melhor maneira de evitar que esse processo seja traumático na vida dos jovens. </span></p>
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		<title>Férias de fim de ano: momentos de pausa são indispensáveis para a saúde mental</title>
		<link>https://tatianaleite.com.br/2019/12/20/ferias-de-fim-de-ano-momentos-de-pausa-sao-indispensaveis-para-a-saude-mental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Dec 2019 09:43:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dezembro está chegando ao fim! Parece que a cada ano que passa o ano fica mais curto e o tempo passa mais rápido. Essa sensação está presente no espírito do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Dezembro está chegando ao fim! Parece que a cada ano que passa o ano fica mais curto e o tempo passa mais rápido. Essa sensação está presente no espírito do nosso tempo. Parece que o mesmo acontece com a velocidade da vida. Apesar de nada ter mudado em relação a quantidade de horas que se tem no dia ou a quantidade de dias que se tem em um ano, essa percepção nunca esteve tão correta. A vida está sim passando mais rápido!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha opinião, a ansiedade é o fator mais relevante que nos faz alimentar e construir essa percepção. Nossa incapacidade de viver o momento presente, somada a velocidade e a quantidade de informações, de tarefas e metas que impomos a nós mesmos faz com que constantemente estejamos lutando contra o tempo sem, ao menos, vê-lo passar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Viver sempre preocupado com o futuro e angustiado com o passado nos tira a consciência sobre o agora e alimenta muitos transtornos mentais. É por isso que as férias de fim de ano e momentos de pausa dessa loucura do dia a dia são tão importantes para a saúde mental. </span></p>
<h2><b>Desacelerar!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No mundo de hoje tudo é produtividade. Tem cursos para ensinar os jovens a fazer leitura dinâmica. Vários métodos para te ajudar a concluir tarefas dentro de uma prazo cronometrado. Técnicas que te ensinam a realizar duas ou mais coisas ao mesmo tempo. A produtividade parece ser a grande estrela do momento. Ser a pessoa que faz uma tarefa por vez ou um projeto por dia te colocam fora do círculo social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, apesar de sermos cobrados pela performance e por ser essa pessoa multitarefas é importante reconhecermos que manter esse ritmo o tempo todo é estressante e tem péssimos efeitos sobre nossa saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Precisamos desacelerar. Pensar mais devagar. Fazer as tarefas mais devagar. Conversar mais devagar! Nada melhor que estar de férias para alimentar esse hábito. O tempo anda mais rápido ou mais devagar conforme o nosso ritmo e conforme nossa capacidade de notarmos o tempo passando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem muitas práticas que nos ajudam a regular o estresse a ansiedade. O </span><i><span style="font-weight: 400;">mindfulness</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; exercício de presença plena, certamente é o mais comentado atualmente. Mas, eu confesso que para quem está a mil por hora praticar meditação e presença plena parece uma tarefa difícil e sofrida demais. Apesar de meditar ser algo muito positivo!</span></p>
<h2><b>Fortalecendo a saúde mental</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As pessoas estão tão estressadas que quando o fim do ano chega elas querem aproveitar as férias para não fazer nada! E claro, não fazer nada e passar o dia maratonando um seriado é maravilhoso. Mas, minha proposta é que, ao invés de frear com tudo e, no dia seguinte ao recesso de fim ano, já pararmos completamente com todas as nossas atividades, possamos usar esse período para reconstruir hábitos mais saudáveis para nossa saúde mental. Dessa forma, quando, no início do próximo ano, voltarmos para a escola, para o trabalho, para a rotina a gente consiga carregar essa nova mentalidade e esse novo jeito de levar a vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comece essa jornada fazendo uma coisa de cada vez. Ou seja, se você deseja ouvir uma música, só ouça a música. Feche os olhos, curta aquele momento. Aproveite para prestar atenção na melodia, nos instrumentos que estão sendo tocados. Na letra e, principalmente, em como você se sente! Vai almoçar? Sente-se à mesa e preste atenção na comida. Observe as cores, a textura, o cheiro e o sabor. Tente perceber a maneira como foi preparada. Vai parecer muito difícil. Seu cérebro vai lutar e pedir que você faça outra coisa, que dê mais tarefas para que ele se distraia. Mas persista durante um tempo! </span></p>
<h2><b>Incentivar as crianças e os adolescentes a descansarem nas férias!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As crianças e os adolescentes também estão estressados e ansiosos. São tantas tarefas extracurriculares e cobranças por resultados e performance que, raramente, eles têm tempo para pensarem sobre o que realmente gostam de fazer. Nas férias é comum vermos pais &#8220;correndo&#8221; para encontrar atividades de verão. Atividades de lazer. Cursos de férias. E, apesar da diversão fazer parte desse momento, é fundamental deixar que eles descansem e aprendam a viver com o tédio e com a monotonia de uma rotina tranquila.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Propor esses espaços de não fazer nada e inclusive não assistir televisão, não acessar a internet e não sair para brincar, também são formas de estimular a criatividade e a capacidade de desacelerar.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Minha dica é aproveitar o final do ano, o clima de encerramento de ciclo e as férias para cultivar hábitos mais saudáveis para a mente. Usar esse período para refletir sobre tudo o que vivemos em 2019. Relembrar o que aconteceu em nossa vida ao longo do ano e reconstruir nossa percepção sobre o tempo ter passado é uma maneira de perceber que o tempo não está passando mais rápido por nós. Nós é quem estamos passando mais rápido por ele!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa época do ano também nos convida a fortalecer nossos laços de afeto, respeito e confiança com as pessoas que amamos. A medida que conseguimos desacelerar o ritmo de cobrança somos capazes de aproveitar as férias para construir novos hábitos e rotinas mais saudáveis para a convivência entre todos. A escuta ativa é o melhor canal para criar novos vínculos. Estar disponível para ouvir sem julgamentos, aconselhar na tomada de decisão e planejar o futuro da família juntos é uma excelente maneira de fortalecer os laços e usar os momentos de pausa como ponte para uma vida mais equilibrada.</span></p>
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		<title>Autoritarismo e cobranças excessivas afetam a saúde mental dos jovens</title>
		<link>https://tatianaleite.com.br/2019/11/26/autoritarismo-e-cobrancas-excessivas-afetam-saude-mental-dos-jovens/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2019 21:54:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental dos jovens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fragilidade emocional, frustração, falta de estrutura familiar, pressão para escolher uma profissão, passar no vestibular, iniciar uma carreira. Todos esses fatores afetam a saúde mental dos jovens e fazem com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Fragilidade emocional, frustração, falta de estrutura familiar, pressão para escolher uma profissão, passar no vestibular, iniciar uma carreira. Todos esses fatores afetam a saúde mental dos jovens e fazem com que a adolescência seja uma fase difícil, de muita ansiedade e sofrimento emocional. Por isso, é cada vez mais raro encontrar um adolescente que não conviva com essas preocupações diariamente. Situação que se torna ainda pior quando esses conflitos se transformam em algum tipo de transtorno psíquico. Como, por exemplo, depressão ou ansiedade. Por não conseguirem entender e gerenciar as emoções que estão vivendo nessa fase da vida os jovens estão cada dia mais vulneráveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo um levantamento realizado pelo psiquiatra Fernando Asbahr, do <a href="http://ipqhc.org.br/">Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo</a>, que reuniu pesquisas científicas e dados do mundo todo, cerca de 10% das crianças e adolescentes já estão desenvolvendo quadros de ansiedade. Ele ressalta ainda que, ao não identificar e tratar esses quadros ansiosos em alguns anos esses jovens serão muito mais propensos a distúrbios de depressão e outros quadros psíquicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, não é fácil estabelecer uma relação de causa e efeito sobre o que está deixando os adolescentes tão ansiosos. Os transtornos e as disfunções sociais são difíceis de serem tratados justamente porque envolvem mais de uma causa e são constituídos através de uma trama de fatores. Mas, mesmo assim, é possível afirmar com clareza que o ambiente escolar e familiar de autoritarismo e cobrança excessiva são grandes gatilhos no comprometimento da  saúde mental desses jovens.</span></p>
<h2><b>Adolescentes não devem ser tratados como adultos!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a adolescência compreende o período que vai dos 10 aos 20 anos. No Brasil, o ECA &#8211; Estatuto da Criança e do Adolescente &#8211; delimita essa fase da vida entre os 12 e 18 anos.  Contudo, alguns estudos afirmam que o cérebro só termina sua formação aos 21. Fato é que independente de estabelecermos uma data limite para o amadurecimento completo dos jovens temos que concordar que durante essa fase não podemos tratar os adolescentes como adultos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento cognitivo da adolescência, o despreparo emocional e a descarga de novos hormônios fazem com os jovens tenham pouca capacidade de lidar com as frustrações. Ao não conseguirem cumprir com as expectativas impostas pelos pais, família, escola, amigos e a sociedade, os adolescentes podem desenvolver transtornos de diferentes tipos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, nós, enquanto adultos, orientadores, pais, psicólogos, precisamos redefinir nossas expectativas diante desses jovens. É claro que  delimitar responsabilidades, cobrar resultados e impor limites é importante. Mas, ao mesmo tempo, também é essencial estar sempre observando se o que está sendo pedido está em conformidade com a idade e o repertório de cada um. Um bom exemplo é a quantidade de atividades extracurriculares que, muitas vezes, são impostas pelos pais e professores. O estresse em performar bem em cada um desses muitos afazeres pode inclusive desencadear uma síndrome de </span><i><span style="font-weight: 400;">burnout</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><b>Amadurecimento das habilidades cognitivas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das estimativas, sabemos que o amadurecimento é um processo contínuo que não termina com o fim da adolescência. O crescimento e o aprimoramento das nossas habilidades emocionais acontece ao longo de toda a vida. Por isso, é tão importante que desde a infância a gente possa aprender a lidar com as nossas emoções. E, saber reconhecer e nomear os sentimentos é um dos primeiros passos para a maturidade emocional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já durante a adolescência os jovens estão reconfigurando seus sistemas de recompensa e motivação. Tudo que dava prazer na infância deixa de funcionar. Agora é preciso redescobrir aquilo que faz sentido e trás felicidade. Diante disso, surgem os quadros de mudança de humor, irritação, impaciência, tédio e frustração. Durante essa fase, onde é preciso redescobrir o que dá prazer e satisfação, os jovens estão muito mais propensos ao abuso de drogas. Uma vez que essas causam grande euforia e estímulos ao cérebro. Nesse processo, eles passam a explorar novos ambientes, novos amigos, novas experiências, novas regras sociais. Tudo na busca de coisas que façam sentido diante da personalidade que eles estão buscando desenvolver.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é tão importante acompanhar esse processo de redescoberta. Fornecer novas ferramentas e caminhos. Estar presente para apresentar oportunidades. Impor limites e delimitar o que é próprio e impróprio diante da idade. Essa fase de testar novos limites e novos prazeres pode ser muito saudável. Mas pode ser também de muita angústia. Por isso, <a href="http://tatianaleite.com.br/2019/11/11/como-ter-um-papo-reto-sobre-sexo-com-os-adolescentes/">ter espaços de diálogo e conexão com os pais faz tanta diferença na vida dos jovens.</a></span></p>
<h2><b>Promovendo a saúde mental dos jovens</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Reconhecer a importância de desenvolver a resiliência emocional já é um grande passo para desenvolver a saúde mental dos adolescentes. Existem muitas maneiras de incentivar essa resiliência emocional. A melhor delas é promover ambientes seguros onde os jovens possam aprender, testar e errar de maneira controlada. O mais importante é mostrar que erros e acertos fazerem parte da vida de todos. A maneira como crescemos diante das circunstâncias é mais importante do que o resultado positivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criar espaços de diálogos para que os jovens se sintam acolhidos para tirar dúvidas, anseios e medos que enfrentam diante da vida. Tornar-se um ponto de referência com quem o adolescente pode conversar sem se sentir julgado. Não impor pressões e expectativas que façam esse jovem se sentir super estressado para cumpri com suas “obrigações” é essencial</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, outra ferramenta poderosa para acompanhar o desenvolvimento desses adolescentes é a terapia. Já que no consultório eles têm um espaço aberto para  elaborar seus sentimentos, entender suas emoções, acompanhar seu próprio crescimento e amadurecimento e ainda estabelecer uma profunda conexão consigo mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um mundo onde a pressão e a cobrança estão tornando os adolescentes precocemente ansiosos, a terapia não só oferece uma oportunidade  para tratar esses transtornos, como também contribui para o fortalecimento da personalidade e o desenvolvimento da resiliência emocional.</span></p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2019/11/26/autoritarismo-e-cobrancas-excessivas-afetam-saude-mental-dos-jovens/">Autoritarismo e cobranças excessivas afetam a saúde mental dos jovens</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
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		<title>Como ter um papo reto sobre sexo com os adolescentes?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 23:08:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falar de sexo não deveria ser algo tão incômodo, principalmente entre pais e filhos. Mas, apesar disso, a conversa é tabu na maioria dos lares. A falta de informação em [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2019/11/11/como-ter-um-papo-reto-sobre-sexo-com-os-adolescentes/">Como ter um papo reto sobre sexo com os adolescentes?</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Falar de sexo não deveria ser algo tão incômodo, principalmente entre pais e filhos. Mas, apesar disso, a conversa é tabu na maioria dos lares. A falta de informação em casa e na escola fazem com o que os adolescentes busquem sanar a curiosidade na internet. E, é nesse ambiente pouco controlado que a maioria descobre e desenvolve sua sexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma </span><a href="http://www.aberje.com.br/pesquisa-da-unifesp-e-bayer-mostra-realidade-da-educacao-sexual-das-adolescentes/"><span style="font-weight: 400;">pesquisa </span></a><span style="font-weight: 400;">feita pela Bayer em parceria com a UNIFESP, que entrevistou 1500 meninas de 16 a 25 anos, 41% das entrevistadas revelaram que  não conversam sobre sexo e sexualidade com os pais. De forma que a internet se tornou a principal responsável por preencher essa lacuna de curiosidade e informação entre os jovens.  Segundo um estudo norte-americano, 84% dos adolescentes usam a internet para se informar sobre temas de saúde, como puberdade, drogas, sexo e depressão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a conversa com os pais é indispensável para a formação dos jovens, principalmente porque é dentro de casa que são criados e fortalecidos os principais valores e ensinamentos. As conexões entre pais e filhos irão formar o caráter e a personalidade. São os pais que podem fazer com que um assunto complicado se torne simples e natural, trazendo conforto e confiança sobre o tema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada família tem sua maneira de conversar seus valores regras sendo, portanto, impossível criar um roteiro. Apesar disso, as dicas abaixo podem ajudá-los a encontrar um jeito confortável de tirar o tabu da frente e colocar no meio na sala.</span></p>
<h2><b>Tome a iniciativa! O papo é reto e o primeiro passo deve ser seu</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de começar a conversa é importante normalizar o tema. Tratar o assunto como algo natural e criar um ambiente de confiança para que o jovem possa ouvir com curiosidade e atenção. Se a conversa nunca aconteceu é possível que o adolescente fique desconfortável. Se ele for uma pessoa tímida talvez queira inclusive fugir do tema. Mas, a verdade é que os adolescentes estão desejando ter alguém de confiança para falar sobre o assunto abertamente. E criar conexão com seus pais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando você se antecipa e inicia a conversa você passa uma mensagem clara de que está disposto a ouvir e falar sobre o assunto. Quase tudo pode ser um gatilho para começar o assunto. Como, por exemplo, uma notícia, um seriado, um livro. Outra alternativa é você provocar para que o assunto surja. Colocando um vídeo ou um filme para assistirem juntos. Se assistir junto for demais nesse primeiro momento. Compartilhe o conteúdo para que ele veja sozinho e depois pergunte o que achou. </span></p>
<h2><b>Explique sobre a saúde, mas a conversa precisa ir muito além do preservativo</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem dúvida é fundamental que a saúde seja pauta nessa conversa. Explicar sobre o uso do preservativo para proteção e prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis, sobre métodos contraceptivos e sobre os processos biológicos do corpo são elementos indispensáveis. Mas, procure ir além e falar de sexo de uma maneira mais ampla e abrangente. Mostrando o quão saudável, prazeroso e natural o sexo é. Ele é parte da nossa personalidade. A nossa energia sexual rege muitos dos nossos desejos e sonhos. A nossa sexualidade influencia inclusive na maneira como nos comunicamos. Portanto, falar de sexo deve ser mais do que orientar sobre a saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando crianças, os filhos costumam ter dúvidas simples como &#8220;de onde vem os bebês?&#8221;, &#8220;como ele foi parar na barriga da mamãe?&#8221;. Mas, com o tempo as dúvidas se tornam mais complexas. Na adolescência é comum os jovens terem curiosidade sobre o ato sexual. Como acontece. Se é doloroso. Se é demorado. Além de dúvidas sobre as sensações e sentimentos: a atração, o desejo, o tesão e o orgasmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para criar um canal de confiança, os pais precisam sair desse lugar de distanciamento e se colocar vulneráveis para a conversa. Mostrando inclusive aspectos pessoais sobre a própria sexualidade. Ter um diálogo aberto com os filhos significa se livrar dos próprios tabus e esquecer os julgamentos. Nunca julgue. Nem imponha seus preceitos morais sobre as dúvidas, curiosidades e desejos de um jovem. Se o adolescente se sentir julgado ele talvez nunca se abra com você. Lá se foi a chance de construir um laço de confiança.</span></p>
<h2><b>O poder do não, o respeito diante dos próprios desejos e do corpo do outro </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em algum momento, a conversa precisa ficar séria para falar de respeito, limites claros e consentimento. A iniciação sexual é um momento de muita exploração e de descoberta, então é comum que os jovens não tenham tanta clareza sobre o que os excita, sobre seus próprios limites e desejos. Mas, é justamente por essa ser uma fase de descoberta, que a investigação sobre o próprio corpo e sobre o corpo alheio deve ser lenta e sempre observando os próprios limites e o limite do outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda relação sexual deve ser realizada no respeito mútuo. O consentimento, ou seja, a aprovação do parceiro sobre o que está acontecendo é a regra número 1. Ninguém deve ser obrigado a fazer algo que não quer, que não se sente confortável e que não deseja. Nesse sentido, ensine seu filho sobre respeitar o não da outra pessoa acima de tudo, e parar seja o que estiver acontecendo assim que a outra pessoa parar de se sentir confortável com a situação. No mesmo sentido, também ensine que ele não é obrigado a realizar os desejos e vontades da outra pessoa, seja por medo, pressão social ou por insegurança emocional.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Adolescência e sexualidade: a descoberta do corpo na geração digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2019 22:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ser adolescente no mundo digital é ter que viver uma fase de transformações físicas, sociais e emocionais conectado à internet vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Ser <a href="http://tatianaleite.com.br/2019/10/16/geracao-z-os-perigos-do-mundo-digital-para-os-adolescentes/">adolescente no mundo digital</a> é ter que viver uma fase de transformações físicas, sociais e emocionais conectado à internet vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Mas, a adolescência também é marcada pela descoberta e pelo desenvolvimento da sexualidade. Nessa fase, os jovens precisam aprender a lidar com muitas novidades.  Que vão desde as mudanças no corpo até as novas perspectivas de desejo, prazer, interesse, comunicação e relacionamentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São muitos os conflitos internos e externos vividos por essa geração que precisa entender e descobrir a própria sexualidade conectados em tempo integral. Eu listei abaixo</span><b> cinco tópicos </b><span style="font-weight: 400;">que fazem parte da descoberta da sexualidade para os jovens. Vamos conversar sobre esses temas? Descobrir juntos ferramentas para amparar e guiar os adolescentes nessa fase da vida?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Corpo, imagem corporal e sexualidade</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A puberdade reserva muitas mudanças corporais. O corpo passa a secretar novos hormônios, amadurecer no sentido de tornar-se adulto e fértil, adquirir formas e pelos pubianos, mudança da voz, entre outras inúmeras transformações. Essa fase de transição biologicamente dura entre 5 a 6 anos. Mas diante do mundo conectado o intervalo se torna mais curto. As novas gerações, acostumadas com a velocidade e instantaneidade da internet, estão acelerado de maneira exponencial as mudanças da puberdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento da sexualidade passa pela descoberta do próprio corpo, do corpo alheio, do desejo e também pela autoimagem corporal. Essa percepção que está diretamente relacionada com a construção da autoestima e a valorização positiva de si mesmo são elementos fundantes da sexualidade. O problema é que para os jovens nativos digitais, a concepção sobre o que é ser bonito e desejável não acontece mais na observação de si mesmo e do outro. Mas sim na comparação inatingível de modelos irreais. A autoestima, o desejo e noção de imagem corporal passa a ser formada a partir da opinião e validação alheia. Essa, por sua vez, deve aprovar ou rejeitar características que estão dentro de um padrão único e inatingível de beleza.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Pornografia</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O estímulo para a experimentação sexual e para a descoberta do desejo são fundamentais para a descoberta da sexualidade e do prazer. Mas, ao invés de percorrerem o caminho saudável em busca dessa descoberta, os jovens estão reduzindo o estímulo a libido ao mero ato de consumir pornografia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns elementos saudáveis para a descoberta da sexualidade são: a evolução do autoerotismo. Os estímulos do prazer e da libido. O toque e a masturbação. O apelo da sensualidade e da comunicação não verbal. A experimentação sexual. As novas percepções sobre si mesmo e a busca por afetividade e intimidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Simplificar todas as incontáveis possibilidades que podem surgir durante a exploração do desejo ao pragmatismo superficial das relações sexuais que são apresentadas pela pornografia é a pior maneira de conduzir essa descoberta. Sem falar nos problemas psicológicos de se expor ao consumo excessivo e precoce de &#8220;conteúdo adulto&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo mundo todo, uma série de especialistas em sexualidade têm se dedicado a estudar os efeitos da pornografia. Depressão, ansiedade, déficit de atenção e até disfunção erétil têm aparecido entre os transtornos ligados a compulsão por vídeos sexuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que a pornografia pode ser uma ferramenta de estímulo para despertar a libido. Ela não deve ser entendida como a grande vilã da história. Mas, o problema é que os jovens estão usando a pornografia como parâmetro para as relações sexuais. Dando cada vez menos espaço para a descoberta individual do prazer e do desejo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, nem é preciso correr muito atrás, esse tipo de conteúdo circula livre e chega fácil por meio de grupos de whatsapp. O compartilhamento de &#8220;nudes&#8221;, como ficou conhecido o ato de enviar fotos eróticas por mensagens, é feito de maneira indiscriminada entre os jovens. Mas, diante desse comportamento fica a pergunta: o que é intimidade, própria e alheia, para essa nova geração?  </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Sexting </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Conversar por mensagens online faz parte da vida de milhões de pessoas. Mas o que isso significa para os jovens que estão explorando seus limites sexuais e descobrindo a sexualidade? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo realizado pela Universidade de Calgary, no Canadá, reuniu dados de 39 pesquisas sobre sexting, feitas entre 1990 e 2016. De acordo com os resultados um em cada quatro adolescentes já enviou ou recebeu conteúdo sexual por mensagem de texto. 25% afirmou já terem recebido fotos ou vídeos íntimos de seus contatos. Enquanto menos de 15% admitiram já terem enviado conteúdo desse caráter.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante observarmos esse comportamento no intuito de instruir os jovens sobre o que é privacidade, intimidade. E sobre como o vazamento desse tipo de conteúdo pode causar danos irreparáveis para a autoestima, a autoimagem e para a socialização dos adolescentes. Infelizmente, as práticas de </span><i><span style="font-weight: 400;">revenge porn</span></i><span style="font-weight: 400;">, compartilhamento de conteúdo íntimo sem consentimento, cresce principalmente entre os adolescentes. Os jovens têm acesso ao material, mas pouca maturidade e consciência sobre o que significa preservar a própria imagem. E a imagem do outro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Exposição</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito relacionado ao tópico anterior, a exposição excessiva na internet também pode causar danos emocionais para os adolescentes. Ficar constantemente buscando validação para o corpo, para as decisões e ações que pretende tomar é um sinal de alerta. A construção da individualidade e a descoberta da personalidade precisam ter ambiente seguro para testar as possibilidade. Os gostos. Os desejos. Os sonhos. Compartilhar cada atividade, cada tomada de decisão e esperar pela aprovação ou reprovação alheia podem tornar o jovem mais confuso e ansioso nesse processo de individuação.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Sexo seguro e responsável</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Tão importante como a exploração do desejo e o início da vida sexual é entender o que significa as relações sexuais para a saúde e para as responsabilidades sociais. No Brasil, os adolescentes costumam iniciar sua vida sexual entre os 13 e 17 anos. O pior de tudo é que <a href="https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/02/13/por-que-os-jovens-nao-usam-camisinha.htm">fazer sexo desprotegido</a> não parece algo grave para a maioria deles. Já que um terço dos jovens, entre 14 e 25 anos, afirmam não usar camisinha. A camisinha não é simplesmente um método contraceptivo, ela é o único agente contra uma doença sexualmente transmissível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A educação sexual nas escolas e dentro das famílias talvez seja a única forma de conscientizarmos os adolescentes em relação aos perigos e danos à saúde. Sexo precisa ser feito com segurança e responsabilidade. Essa deve ser a mensagem!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante de tantos conflitos e distorções como fornecer ferramentas emocionais para que os jovens consigam lidar com esse momento de vida? Bom, não existe uma resposta única. Certamente, o diálogo, a informação e os espaços de confiança são caminhos indispensáveis para ajudarmos os adolescentes na descoberta da sexualidade diante do mundo digital. No próximo texto do blog vamos colocar o tabu para discussão e ampliar o debate sobre: </span><a href="http://tatianaleite.com.br/2019/11/11/como-ter-um-papo-reto-sobre-sexo-com-os-adolescentes/"><b>Como iniciar uma conversa sobre sexo e sexualidade com adolescentes?</b></a><span style="font-weight: 400;"> não perca! </span></p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2019/10/24/adolescencia-e-sexualidade-descoberta-do-corpo-na-geracao-digital/">Adolescência e sexualidade: a descoberta do corpo na geração digital</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
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		<title>Geração Z: os perigos do mundo digital para os adolescentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Oct 2019 14:25:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[geração Z]]></category>
		<category><![CDATA[mundo digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adolescência é uma fase de transição entre não ser mais criança, mas ainda não ser adulto. Mudanças físicas, psicológicas e sociais, somadas ao aumento da responsabilidade, ao aprendizado e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A adolescência é uma fase de transição entre não ser mais criança, mas ainda não ser adulto. Mudanças físicas, psicológicas e sociais, somadas ao aumento da responsabilidade, ao aprendizado e a falta de habilidade emocional, tornam esse período cheio de conflitos externos e internos. Como se já não fosse difícil ter que lidar com tantas transformações, a geração Z, jovens nativos digitais &#8211; nascidos entre 1990 e 2010, precisam se descobrir e amadurecer no ambiente digital. Conectados 24 horas por dia, sete dias por semana.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que a internet é uma ferramenta poderosa, que amplia as possibilidades de aprendizado, de relacionamentos, de acesso à informação, de expressão de pensamentos e ideias. Mas, ela também apresenta muitas ameaças. Principalmente para os jovens que ainda estão no processo de autoconhecimento, descobrindo suas emoções, seus limites e sua sexualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os adultos que já passaram dessa fase é quase impossível se lembrar do quanto pode ser confuso e assustador ser jogado no mundo real, mas ainda preservar a ingenuidade e a imaturidade da infância. Para os pais, o desafio é duplo: educar os filhos na fase em que passam a ressignificar os aprendizados da infância por meio da contestação, do conflito e da descoberta do “EU” e da individuação, com o adicional da internet e da vida online. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Quais são as maiores ameaças do mundo digital para a geração Z?</b></h2>
<h3></h3>
<h3><b>Redes sociais</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Contrariando a proposta da maioria das redes sociais que é conectar pessoas, gerar relacionamento e multiplicar informação, os adolescentes, que passam muitas horas online, parecem estar cada dia mais desconectados do mundo. Hipnotizados por seus celulares, parecem saber interagir apenas a partir da tela. De acordo com a pesquisa Social Media, Social Life, realizada em 2018, 68% dos jovens de 13 a 17 anos, preferem enviar uma mensagem de texto do que conversar pessoalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, por que isso é um problema? A interação humana e as relações interpessoais são ferramentas que nos conduzem a identificarmos e compreendermos nossas emoções. Ao ver outras pessoas reagindo aos sentimentos e situações, podemos ter uma melhor noção sobre o que sentimos. Outro grande problema dos jovens passarem muito tempo no mundo virtual é que aos poucos se perde a noção do que é vida real e do que é apenas uma ilusão, uma construção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As redes sociais são um recorte da realidade. As postagens no Instagram são um momento congelado e editado. Mas, é fácil para os adolescentes que estão do outro lado da tela, com poucas referências do que é a “vida real”, confundir aquela experiência fragmentada com a realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ansiedade, depressão, insatisfação com o próprio corpo, distúrbios alimentares, autocobrança excessiva. São alguns dos distúrbios que podem surgir em decorrência do uso excessivo de redes sociais.</span></p>
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<h3><b>Dependência virtual</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já existem alguns distúrbios atribuídos exclusivamente ao estilo de vida hiperconectado. O mais famoso deles é o FOMO (</span><i><span style="font-weight: 400;">Fear Of Missing Out</span></i><span style="font-weight: 400;">). Em uma tradução livre significa o medo de ser deixado de fora. Podemos interpretar esse transtorno como o medo de estar perdendo algo mais interessante, de estar sendo deixado de lado e não pertencer ao grupo. Descrita pela primeira vez no ano 2000, essa síndrome é o principal sintoma de uma pessoa que está viciada nas redes sociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Checar o feed a cada cinco minutos. Rolar a timeline por horas. Comparecer a um evento e só pensar nas fotos para o Instagram. São sintomas de quem está dependente do ambiente virtual, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra disfunção psicológica em decorrência da vida digital é a Nomofobia ou medo de ficar sem o celular. Que pode ser interpretado tanto para ficar sem bateria quanto sem conexão com a internet.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo apresentado em 2014 por </span><span style="font-weight: 400;">Fernanda Davidoff. Intitulado </span><a href="https://www.unifesp.br/noticias-anteriores/item/2208-jovens-desenvolvem-dependencia-de-redes-virtuais"><span style="font-weight: 400;">O Impacto do Uso de Mídias Digitais na Qualidade de Vida de Adolescentes</span></a> <span style="font-weight: 400;">revelou que 68% dos adolescentes ouvidos na pesquisa sofriam de dependência moderada em relação às tecnologias atuais (smartphones, tablets e internet). Enquanto que 20% enquadraram-se como dependentes graves.</span></p>
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<h3><b>Viciados em likes</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As ferramentas de interação das redes sociais são programadas para nos manter cativos a plataforma. Postar uma foto e conferir quantos likes, comentários estamos recebendo é um hábito comum de todos os usuários. Mas, para os adolescentes esse processo de se sentir validado apenas quando recebe o “like” alheio pode se tornar ainda mais doloroso. O problema é tão grave e gera tantos distúrbios para a saúde e a para a auto imagem que esse ano o Instagram fez uma atualização importante e muito contestada. A plataforma ocultou o número de curtidas nas fotos. Evitando portanto que os usuários façam comparações entre si. </span></p>
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<h3><b>Conteúdo publicitário</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensado exclusivamente para nos influenciar, o conteúdo publicitário conduz conversas e gera impulsos de consumo ou opinião em nossas mentes. Os adolescentes estão muito mais suscetíveis a serem influenciados pelas opiniões alheias, pela sedução das marcas e também por discursos perigosos como o preconceito, a misoginia, a exclusão de classes, etc.</span></p>
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<h2><b>Como proporcionar uma internet segura?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro passo para superar os desafios de educar um filho nativo digital é criar um ambiente de confiança, diálogo e respeito a individualidade. Orientar os adolescentes sobre as ameaças e estar sempre atento ao tipo de conteúdo e interação que esses jovens estão consumindo e criando. Ensinar sobre perfis fakes, sobre notícias falsas, sobre fontes de informação confiáveis e sobre como fazer checagem da informação são alguns caminhos interessantes. Pode parecer estranho, mas aprender a distinguir a realidade não é tão simples quanto parece.  Se torna mais fácil quando eles aprendem a comparar e perceber o que é fabricado do que é real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Orientar sobre a privacidade, sobre informações pessoais e sobre a intimidade também é extremamente relevante. Eles precisam aprender a se proteger dentro do mundo digital. Do outro lado, também precisam aprender a respeitar as outras pessoas e colegas. O Cyberbullying deve ser combatido. Os adolescentes são as principais vítimas e os principais agentes ativos desse crime virtual. Os pais e orientadores pedagógicos precisam ensinar sobre os limites legais e ilegais do ambiente virtual. Mostrar que eles serão  responsáveis por um crime cometido na internet, da mesma forma que um crime cometido fora dela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os mais jovens existe ainda a possibilidade de restringir o acesso à páginas que contêm conteúdo impróprio de acordo com a idade. Limitar o acesso, criar restrições de horários e períodos e instalar softwares de segurança são algumas possibilidades. Mas, o mais importante é que os pais e orientadores saibam que nada substitui a orientação, o diálogo e o vínculo de confiança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas ferramentas para acompanhar a atividade online são:</span> <span style="font-weight: 400;">Youtube Kids, Netflix Kids, Google Family, etc.</span></p>
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<h2><b>A terapia pode ser uma ferramenta nesse processo de descoberta</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em vez de reunir, as telas podem criar um gap geracional. Afastando adultos dos adolescentes nessa fase tão relevante para o desenvolvimento humano. Nesse sentido, a terapia pode ser uma ferramenta de aproximação. Um ambiente seguro para que os jovens possam refletir e discutir sobre seu processo de individuação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tantos alertas para a segurança parece improvável proteger os adolescentes dos perigos online. Mas, acredite, a internet é uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento dos jovens. Proibir não é o melhor caminho. Ao conhecer os riscos e ameaças podemos ajudar os adolescentes a fortalecerem sua saúde mental e emocional. Além de desfrutar de todos os benefícios de estarem sempre conectados.</span></p>
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