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	<title>Arquivos PSICOTERAPIA - Tatiana Leite</title>
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	<description>Psicóloga - CRP 06/77375</description>
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	<title>Arquivos PSICOTERAPIA - Tatiana Leite</title>
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		<title>Seja a mudança que você deseja no seu relacionamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2021 00:10:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Adulta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O começo de ano tem o poder de renovar nossas esperanças e sonhos criando novas metas para o próximo ciclo de doze meses. É muito comum as pessoas criarem expectativas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O começo de ano tem o poder de renovar nossas esperanças e sonhos criando novas metas para o próximo ciclo de doze meses. É muito comum as pessoas criarem expectativas em relação à mudança e traçarem objetivos para o novo ano que se inicia. No entanto, são poucos aqueles que conseguem focar no objetivo e realmente mudar a postura, os hábitos e se concentrar em concretizar as metas. </span><span style="font-weight: 400;">Esse desejo de mudança e transformação também atinge os relacionamentos e alguns casais colocam nas &#8220;metas de ano novo&#8221; cuidar da vida a dois, principalmente quando as coisas não estão indo bem.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A magia dos recomeços também pode acontecer nos relacionamentos amorosos, mas para isso é preciso transformar a maneira como as pessoas agem dentro de seus casamentos. Essa mudança de postura quase nunca é simples. Mas, os casais que estão comprometidos com melhorar a relação, conseguem encontrar juntos novos caminhos para redescobrir o amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do desafio ser grande, a boa notícia é que só depende de você melhorar a convivência e, ser a mudança que o seu relacionamento precisa.</span></p>
<h2></h2>
<h2><b>Cinco dicas para melhorar a convivência em casal </b></h2>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Comunicação e conversa</h4>
<p>Não existe uma receita de sucesso. Tem aquilo que funciona para você e seu parceiro. Por isso a comunicação é primordial para um relacionamento de sucesso. Quando o casamento está desgastado é comum não haver mais espaço para o diálogo. E, nesse caso, a mudança que seu relacionamento precisa é redescobrir formas de se comunicar de maneira amorosa, aberta e franca sem que tudo se torne uma briga ou disputa pela razão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>O segredo da boa convivência é a flexibilidade</h4>
<p>Ser flexível, em alguns casos, implica abrir mão das certezas absolutas e se dispor a ouvir e negociar até chegarem a um denominador comum. Entender que existem outros pontos de vista, outras maneiras de agir e reagir que também estão corretos é uma tarefa indispensável. Sem dúvida é também um grande desafio e por isso a flexibilidade é tão importânte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Empatia</h4>
<p>2020 foi um ano difícil para todos e, ao que tudo indica, 2021 não será diferente. Estamos diante de um dos maiores desafios sociais que a nossa geração já enfrentou e se colocar no lugar do outro, para entender as angústias, ansiedades, medos gerados a partir da experiência alheia é uma maneira de se tornar mais amoroso e tolerante com o que te incomoda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Evitar os conflitos</h4>
<p>Sim, muitas vezes fugir da discussão pode funcionar. Isso não significa ignorar as coisas e os problemas que existem na relação, varrendo a sujeira para debaixo do tapete. Mas sim esperar o momento certo de conversar e abordar o tema com o intuito de resolver e não de apontar erros, defeitos e atitudes do outro. Em alguns casos evitar a briga também significa abrir mão das certezas absolutas admitindo que você não precisa ter razão sobre tudo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Respeito</h4>
<p>Eu sei que é clichê, mas sim o respeito é a regra de ouro para a boa convivência. Respeitar o outro é mais do que tolerar, porque tolerar significa suportar. Você tem que acolher o jeito de ser do seu companheiro, ter paciência e principalmente não julgar as escolhas, decisões e atitudes que ele toma que são diferentes das suas. Respeitar é estar aberto a novas maneiras de enxergar o mundo e aprender a amar a aquilo que torna seu parceiro diferente de você.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Desafios e aprendizados em tempos de isolamento social</title>
		<link>https://tatianaleite.com.br/2020/10/22/desafios-e-aprendizados-em-tempos-de-isolamento-social/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2020 11:56:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Adulta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Isolamento social, desemprego ou possibilidade de desemprego, crises de ansiedade, relacionamentos abalados. Há um ano, ninguém diria que nossas vidas seriam completamente transformadas por uma nova doença. Em março de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2020/10/22/desafios-e-aprendizados-em-tempos-de-isolamento-social/">Desafios e aprendizados em tempos de isolamento social</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Isolamento social, desemprego ou possibilidade de desemprego, crises de ansiedade, relacionamentos abalados. Há um ano, ninguém diria que nossas vidas seriam completamente transformadas por uma nova doença. Em março de 2020, o anúncio dado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de que estávamos diante de uma pandemia, gerou diversas mudanças no funcionamento da sociedade. Essas mudanças transformaram completamente nossas rotinas. O que aprendemos após quase oito meses de isolamento social? O que é possível observar do ponto de vista psíquico e de comportamento? </span><span style="font-weight: 400;">Decidi escrever esse artigo para expor aquilo que, conversando com outros profissionais, consegui identificar como sendo os </span><span style="font-weight: 400;">desafios e aprendizados em tempos de isolamento social.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Desafios e aprendizados em tempos de isolamento social</b></h3>
<h2><b>Relacionamentos, casamentos e convívio familiar</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia romântica de se isolar do mundo, e passar mais tempo juntos poderia aproximar os casais, não passa de uma ilusão. Na verdade, logo no início do isolamento, um dos primeiros desafios que veio a tona foi como lidar com a convivência 24h e os conflitos crescentes em torno dos relacionamentos amorosos. Se por um lado tivemos que nos afastar do convívio social, por outro, acabamos nos expondo a um excesso de convívio familiar. Que em alguns, despertou o sentimento de confinamento, de exclusão, desequilíbrios emocionais. Esses fatores acabaram por aumentar a agressividade e construir um clima extremamente estressante e inóspito, aumentando também o número de brigas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, inúmeras pesquisas feitas durante a quarenta mostraram o aumento no número de brigas de casais. Um estudo feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FSBP) analisou mais de 50 mil menções sobre brigas nas redes sociais. O resultado mostrou que houve um aumento de 431% na incidência de brigas de casal durante a pandemia. O mais triste é que grande parte das ocorrências indicavam ter havido violência doméstica contra mulher. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Uso excessivo de telas e redes sociais</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro grande desafio foi o aumento exponencial ao uso de telas e redes sociais. Uma vez que estamos confinados em casa, sem a possibilidade de praticar esportes, ver os amigos, sair para trabalhar. O consumo de conteúdo online se tornou a principal fonte de distração. Passamos a fazer tudo online, desde nossas horas de lazer, estudo, trabalho e entretenimento. Até nosso convívio social passou a acontecer através das telas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, por que isso é um problema? Bom, em primeiro lugar, já está comprovado que o uso prolongado de aparelhos eletrônicos pode prejudicar nossa visão. A luz azul emitida pela tela dos aparelhos é tóxica à nossa retina. Outro fator que precisa ser comentado é que as redes sociais possuem mecanismos altamente viciantes para nosso cérebro fazendo com que fiquemos muito tempo conectados e presos nesse ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande problema é que estamos confinados em casa, sem a possibilidade de trazer a interação social de volta para nossa rotina. Como diminuir o uso de telas e ficar menos tempo conectados quando tudo o que temos que fazer no nosso dia depende deste tipo de tecnologia? </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Ansiedade e depressão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Pandemia trouxe para nossas vidas, de maneira repentina, situações capazes de mexer seriamente com nosso equilíbrio emocional. O isolamento social, desemprego ou possibilidade de desemprego, crises de ansiedade, crise econômica, relacionamentos abalados. Tudo isso fez com que ficássemos ainda mais expostos a crises de ansiedade e depressão. A pouca e total inabilidade de lidarmos com nossas emoções ficou exposta e nesse contexto vimos crescer de maneira preocupante o consumo de álcool. Outro fator que agrava a ansiedade é a perspectiva de lidarmos com algo que não controlamos e consumirmos conteúdo negativo em excesso. Estamos nos colocando constantemente em situação de estresse e isso tem impulsionado os quadros de ansiedade e depressão.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Setembro Amarelo: adolescentes são mais vulneráveis a pensamentos suicidas e sofrimento emocional</title>
		<link>https://tatianaleite.com.br/2020/09/23/setembro-amarelo-adolescentes-sao-mais-vulneraveis-pensamentos-suicidas-e-sofrimento-emocional/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2020 00:16:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Compreender as razões que levam ao aumento do índice de suicídio entre jovens é um dos maiores desafios para educadores, psicólogos e pais. Por que será que os adolescentes estão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Compreender as razões que levam ao aumento do índice de suicídio entre jovens é um dos maiores desafios para educadores, psicólogos e pais. Por que será que os adolescentes estão mais vulneráveis a pensamentos suicidas? Fugir do assunto ou fingir que ele não existe não nos ajuda a entender a questão muito menos prevenir. Aproveitando a temática do Setembro Amarelo, campanha mundial de Prevenção ao Suicídio decidi trazer tema para nossa discussão.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Uma tragédia relatada em números</b></h2>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo feito pela OMS &#8211; Organização Mundial da Saúde em 2016 apontou que uma pessoa comete suicídio a cada 4 segundos no mundo. O correspondente a 800 mil mortes por ano. Apesar do grande número de vítimas, entre 2010 e 2016, a taxa de suicídio global caiu -9,8%. Mas apenas 38 países apresentam estratégias preventivas contra o problema. No Brasil, foram registrados 13.467 casos de suicídio em 2016, segundo a OMS. No geral, pouco mais da metade de todas as pessoas que cometem suicídio têm menos de 45 anos. Entre a faixa etária de 15 a 24 anos, o suicídio é a segunda principal causa de morte, depois de acidentes de carro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante dos fatos o suicídio entre jovens simboliza uma problemática cada vez mais presente na nossa contemporaneidade. é urgente olharmos para a questão e buscar de medidas efetivas capazes de diminuir radicalmente o problema. Independente das múltiplas soluções que possam surgir mais mais adequada continua sendo o acompanhamento psicológico. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Cinco causas frequentes que influenciam as ideações suicidas entre jovens</b></h2>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por que? Essa é a pergunta mais recorrente quando estamos diante de um caso de suicídio. Quais os fatores levaram esse jovem a acreditar que não haveria outra saída? Não existem um denominador exclusivo, mas observando alguns fatores em comum é possível indicar cinco fatores que podem influenciar os jovens.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Séries, Filmes e Livros que glamourizam o suicídio como uma saída para os problemas</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seriados, filmes e livros podem influenciar os jovens, principalmente se essas obras não tiverem um cuidado redobrado ao apresentar o tema. O seriado “13 Reasons Why” se propôs a discutir a questão, trazendo luz para o problema e iniciando o debate sobre suicídio. E nisso o seriado teve sucesso afinal o tema acabou sendo amplamente discutido na mídia. Mas, algumas pessoas apontam para a correlação entre a exibição do seriado e o aumento de casos. Mesmo que a ideação suicida esteja associada a múltiplos fatores, a alta exposição aos filmes e às séries com essa temática pode motivar a opção pelo suicídio. Principalmente entre os jovens que não possuem discernimento e senso crítico ao assistir as obras.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Impacto das redes e do universo digital</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">As redes sociais e a alta exposição ao ambiente digital muitas vezes também se torna um fator de alerta para a saúde mental dos jovens e para sua vulnerabilidade emocional. Além de estarem expostos a influências já existem muitos estudo mostrando que o ambiente digital está entre as principais causas de depressão entre os adolescentes. Ao passar muito tempo nas redes sociais os jovens perdem a noção do que é mundo real e mundo virtual. Ansiedade, depressão, insatisfação com o próprio corpo, distúrbios alimentares, autocobrança excessiva. São alguns dos distúrbios que podem surgir em decorrência do uso excessivo de redes sociais. A pouca habilidade emocional para lidar com essas questões levam a ideações suicidas. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Falta de expectativa no futuro</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fragilidade emocional, frustração, falta de estrutura familiar, pressão para escolher uma profissão, passar no vestibular, iniciar uma carreira. Todos esses fatores afetam a saúde mental dos jovens e fazem com que a adolescência seja uma fase difícil, de muita ansiedade e sofrimento emocional. Diante desses conflitos alguns se vem desesperançosos em relação ao próprio futuro. Essa perda de perspectiva é um gatilho fatal.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Conflitos relacionados à orientação sexual</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim a sexualidade ainda é um tabu. Estamos avançando para vencer esse preconceito, mas ainda é possível encontrar muitos adolescentes que sofrem diante de suas orientações sexuais. Estar diante da aprovação da sociedade e se ver falhando nessa expectativa influencia o desenvolvimento dos transtornos psíquicos que podem levar ao suicídio. A insegurança nos relacionamentos afetivos e em relação ao próprio corpo são fatores complicantes desse cenário. Logo, questões de sexualidade pouco compreendidas na adolescência não podem ser descartadas como motivação para o suicídio.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Ausência de tratamento</span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os fatores acima convergem para a ausência de tratamento. Com poucas ferramentas emocionais para encararem os conflitos internos os jovens que não recebem acompanhamento psicológico estão mais vulneráveis. Muitos têm vergonha ou medo de pedir ajuda, de serem incompreendidos ou até mesmo de serem rotulados e julgados. Infelizmente, a superação dos estigmas e dos preconceitos em relação ao verdadeiro papel da Psiquiatria ainda é um dos principais desafios deste século com relação à saúde mental. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>O que os pais e orientadores pedagógicos podem fazer em casos de pensamentos suicidas?</b></h2>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falar sobre o tema ainda é melhor remédio para prevenir os suicidio. Precisamos tirar o tabu da frente para lidar com a questão de maneira objetiva e sensível. Trazer o assunto para a sala de aula, buscar acolher os sentimentos e mostrar que existem muitos caminhos de lidar com as questões internas é um bom começo. Isso também se aplica para as famílias. Conversas abertas e sem julgamento são o primeiro passo para ouvir e entender possível situações delicadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Observar as mudanças de comportamento, mudanças repentinas de interesse e de grupos de amigos também são sinais importantes. Cuidar da saúde mental oferecendo ajuda e auxílio especializado de um médico ou psicólogo. Quadros </span><span style="font-weight: 400;">depressivos podem estar ligados aos processos de mudanças fisiológicas e psicológicas comuns a essa faixa etária. </span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como você pôde perceber, uma das melhores alternativas para reduzir o aumento do índice de suicídio entre jovens é a atenção à saúde mental. Se você conhece alguém nessa situação, não espere a evolução do quadro: Encontre ajuda!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
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		<title>O que eu aprendi com o livro: sete princípios para o casamento dar certo?</title>
		<link>https://tatianaleite.com.br/2020/08/08/o-que-eu-aprendi-com-o-livro-sete-principios-para-o-casamento-dar-certo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2020 18:30:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Adulta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será que existem segredos universais e dicas infalíveis que capazes de fazer qualquer casamento dar certo? Quando o assunto é relacionamento eu sempre desconfiei de regras prontas. Afinal, cada casal [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Será que existem segredos universais e dicas infalíveis que capazes de fazer qualquer </span><span style="font-weight: 400;">casamento dar certo</span><span style="font-weight: 400;">? Quando o assunto é relacionamento eu sempre desconfiei de regras prontas. Afinal, cada casal tem uma história de vida e uma maneira de se relacionar que são únicas. Mas, existem alguns princípios que são sustentações importantes para um casamento feliz e duradouro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No livro “Sete princípios para o casamento dar certo” o autor explora pilares de um casamento feliz e duradouro. Foram 30 anos de pesquisa e o livro realmente ensina e aborda o relacionamento a dois sob uma perspectiva muito interessante. Preparei um resumo sobre os pilares citados pelo autor e também uma conclusão sobre o que eu aprendi com o livro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Os sete princípios para o </b><b>casamento dar certo</b><b></p>
<p></b></h3>
<h2><b>Aprofundar o conhecimento mútuo</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode ser que você tenha 10, 15 30 anos de casados, mas é sempre importante continuar conhecendo e descobrindo coisas novas sobre o parceiro. Os acontecimentos ao longo da vida vão nos transformando e aprofundar o conhecimento mútuo é algo indispensável para casamentos longínquos. Casais felizes conhecem e partilham a vida um com o outro. falam sobre seus objetivos e metas, sobre o que os deixam estressados, sobre como foi o dia, sobre assuntos de interesse hobbies e novas descobertas. A melhor maneira de nutrir esse princípios fundamental é fazendo perguntas. Pergunte sobre as situações do dia a dia, às opinião s da pessoa em relação a alguma notícia, conversem sobre situações que estão acontecendo no trabalho, nos estudos, na família e nos círculos sociais. Conhecer a opinião, a maneira de pensar é um pilar importante para continuar conectado e se apaixonando pelo seu parceiro.</span></p>
<h2><b><br />
</b><b>Cultivar a afeição e a admiração</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Admiração é o gatilho para a paixão e para o amor. Cultivar uma visão positiva sobre o parceiro, nutrir com carinho essa essa relação e ter admiração pela pessoa que se tem ao lado, talvez seja o princípio fundamental de um casamento feliz. Afinal quando admiramos uma pessoa queremos tê-la por perto, queremos conquistá-la diariamente e isso pode ser a diferença entre casais que se conquistam a vida toda daqueles que acabam por se distanciar.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Estarem voltados um para o outro </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso não significa viver apenas para o relacionamento, pelo contrário, é importante cultivar a individualidade e também projetos independentes da vida a dois. Mas esse pilar de: estar voltados um para o outro significa estar presente na vida um do outro. Fazer coisas juntos, em casal. Ter um hobbie em comum, cultivar atividades a dois, se manter conectados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Aceitar as opiniões do parceiro</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Parece óbvio né! Mas as vezes nos perdemos em nossas certezas e passamos a ignorar as opiniões e visões de mundo da outra pessoa. Isso acontece muito dentro dos relacionamentos. Principalmente porque tendemos a achar que nosso parceiro deve pensar como nós. Afinal, já que concordamos em muita coisa, temos que concordar em tudo. Mas não é bem assim! Precisamos aceitar que as pessoas são diferentes, pensam e interpretam o mundo de uma maneira diferente. Na pesquisa realizada pelo autor ele descobriu que os homens são mais propensos a ignorar a opinião de suas esposas. Provavelmente reflexo da cultura patriarcal em que vivemos. Mas isso não é exclusividade de gênero. Aprenda a mostrar empatia e procure ouvir profundamente sem julgamentos, se colocando no lugar do outro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Resolva os problemas que te solução </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o livro dentro de um relacionamento existem dois tipos de problema. Aqueles que são solucionáveis e os problemas perpétuos.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Os </span><b>problemas solucionáveis</b><span style="font-weight: 400;"> são de ordem prática, aqueles do dia a dia. Como não deixar a toalha molhada  na cama, decidir que fará a lista do supermercado, o almoço do domingo, buscar as crianças na escola. São atritos pontuais, muito mais ligados a convivência do dia a dia o que ao relacionamento em si. A dica do autor é resolva esses problemas o quanto antes, e procure uma solução pacífica, calma e acolhedora para ambos. Os problemas solucionáveis não precisam ser motivos de brigas e discussões infinitas.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span> <span style="font-weight: 400;">Seja calmo, gentil e não critique seu parceiro. </span><span style="font-weight: 400;">Mostre seu ponto de vista de apontar os defeitos do outro. </span><span style="font-weight: 400;">Se a conversa se tornar uma briga, respirem fundo, mudem de assunto e voltem a conversar sobre o tema em outro momento. </span><span style="font-weight: 400;">Assuma o compromisso de considerar o ponto de vista do outro, sem descredibilizar todo e qualquer argumento da pessoa. </span><span style="font-weight: 400;">Seja tolerante, e lembre-se: seu parceiro não precisa pensar e agir como você</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Supere os problemas perpétuos</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora os </span><b>problemas perpétuos</b><span style="font-weight: 400;"> são mais complexos de serem resolvidos porque esses são intrínsecos ao relacionamento. São problemas que surgem quando existe uma diferença fundamental entre o casal. Objetivos de vida diferentes, características da personalidade de cada uma que são fundamentalmente opostas ou conflitantes.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Esse problemas raramente tem solução porque algo tão fundamental sobre a personalidade dificilmente se transforma. Mas, apesar da dificuldade, é possível com tolerância, amor e respeito superar essas diferenças e viver em harmonia com o parceiro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Crie significado na vida em comum </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, porém não menos importante está o sétimo princípio que consiste em criar significado para a vida a dois. Ter projetos em comum, ter uma vida em comum. Seja criar os filhos, construir uma casa, viajar a o mundo, abrir uma empresa, etc. Ter um ou mais objetivos de vida que sejam prioridade e que os dois façam parte de maneira igualmente comprometida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criar significado nada mais é do que lembrar-se todos os dias o porque você está nesse relacionamento, porque vocês estão juntos e principalmente o que estão construindo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Restauração familiar: Será que existe relacionamento após o divórcio?</title>
		<link>https://tatianaleite.com.br/2020/07/14/restauracao-familiar-sera-que-existe-relacionamento-apos-o-divorcio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2020 18:05:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Adulta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Relacionamentos amorosos são complicados. Principalmente porque vivemos em uma sociedade que constrói uma idealização irreal sobre o que é o casamento. Filmes e músicas alimentam nosso imaginário romântico e fantasioso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Relacionamentos amorosos são complicados. Principalmente porque vivemos em uma sociedade que constrói uma idealização irreal sobre o que é o casamento. Filmes e músicas alimentam nosso imaginário romântico e fantasioso sobre como deveria ser um relacionamento a dois. A frustração é um dos ingredientes mais fatais para um casamento e o </span><span style="font-weight: 400;">divórcio</span><span style="font-weight: 400;"> acaba por acontecer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem muitos filmes e músicas que falam sobre esse amor romântico, Sobre a paixão e sobre o início de um relacionamento. No entanto, são poucas narrativas que percorrem os caminhos da separação, do porque ela acontece, como ela se desenrola e o que vem depois de um divórcio. Esse é um terreno nada explorado porque raramente queremos nos deparar com o fato de que os casamentos acabam! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil registra mais de 1 milhão de separações por ano e existem muitos </span><a href="http://tatianaleite.com.br/2020/03/11/nove-sinais-de-que-seu-relacionamento-precisa-de-terapia/"><span style="font-weight: 400;">motivos que fazem um casal se separar.</span></a><span style="font-weight: 400;"> Mas não é porque o casamento acabou que o relacionamento também termina. Pelo contrário, em muitos casos ambos ainda terão uma vida em comum. E irão precisar descobrir novas maneiras de conviver em equilíbrio e harmonia.</span></p>
<h3><b>Como iniciar uma</b><a href="http://tatianaleite.com.br/2020/06/10/terapia-de-casal-como-lutar-pela-restauracao-familiar/"><b> restauração familiar </b></a><b>após o divórcio?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a separação o casal terá de descobrir seu próprio caminho para a construção de um relacionamento harmonioso. Transformando o amor romântico em um amor fraterno, principalmente quando existem filhos nessa relação. Trazendo uma convivência mais tranquila e amizade para a mesa da relação. No entanto, para que isso seja alcançável é preciso salvar o pouco que ainda resta entre o casal e tudo começa com uma separação amigável, em bons termos e sem rancor. Sim, é muito difícil conduzir um divórcio onde não haja sofrimento. Afinal o amor acabou, aquela ilusão que se tinha sobre o </span><i><span style="font-weight: 400;">“felizes para sempre” </span></i><span style="font-weight: 400;">se desfez e agora resta muito pouco que ainda conecte essas duas pessoas. Mas, é preciso lutar para que a separação seja um momento de respeito e de construção de algo novo, ao invés de ser apenas o fim do casamento.</span></p>
<h3><b>O filme a História de um Casamento</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme “História de um Casamento”, percebemos que tudo gira em torno de como lidamos com a perda e com a separação. Na narrativa o tempo, os sonhos e as ambições do casal se distanciam. Eles estão juntos, mas desejam coisas diferentes para suas vidas e carreiras. </span><span style="font-weight: 400;">O filme nos mostra que não existe sincronia eterna e imutável entre duas pessoas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que pode existir é a disposição para a parceria. Uma movimentação a favor de manterem-se </span><span style="font-weight: 400;">unidos, de se fazer concessões. Quando decidimos compartilhar as nossas vidas dentro de um relacionamento, também estamos aceitando que as vidas de outras pessoas sejam compartilhadas conosco. E que, com o tempo, essa sintonia e disposição de partilhar, poderá deixar de existir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme, o divórcio começa de maneira terna e chegamos a acreditar que não haverá grandes traumas para o casal. No entanto, o desenrolar da narrativa acaba por revelar duas pessoas emocionalmente indisponível para concessões. Esgotadas por estarem constantemente cedendo aos desejos do outro e engolindo suas reais emoções. Muitas cenas mostram esse rancor e amargura entre o casal em forma de brigas ou de atitudes passivas / agressivas.</span></p>
<h3>A relação de Charlie e Nicole</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A personagem de Scarlett Johansson negligência sua carreira e sonhos em nome da relação familiar. Mas durante o divórcio os sacrifícios feitos pelo casamento se transformam em mágoas e ressentimentos. Muito cuidado com aquilo que não é dito ou vivido dentro de uma relacionamento! Prestar atenção ao detalhes do outro e validar seus desejos e sonhos pode salvar o seu casamento</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, mesmo com todo o desgaste emocional ambos ainda fazem parte da vida um do outro e ainda precisam descobrir maneiras de conviver e se relacionar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase no final da trama, Charlie, o personagem de Adam Drive, já divorciado de sua esposa canta em um bar sobre estar vivo a partir do que é o amor. Essa é uma das cenas mais tocantes do filme. A música retrata que não é porque o casamento acabou que o amor deixou de existir. A vida continua e se renova à medida que o tempo passa e que vamos descobrindo nossos sonhos, desejos e ambições.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Terapia de casal: como lutar pela restauração familiar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2020 21:32:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos motivos levam um relacionamento a acabar. A falta de diálogo. Brigas e discussões frequentes. Perda da conexão e da afinidade entre o casal. Perda da admiração.  Dificuldade de comunicação [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2020/06/10/terapia-de-casal-como-lutar-pela-restauracao-familiar/">Terapia de casal: como lutar pela restauração familiar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Muitos motivos levam um relacionamento a acabar. A falta de diálogo. Brigas e discussões frequentes. Perda da conexão e da afinidade entre o casal. Perda da admiração.  Dificuldade de comunicação clara sobre as expectativas e desejos de um para com o outro. Mas, apesar dos<a href="http://tatianaleite.com.br/2020/03/11/nove-sinais-de-que-seu-relacionamento-precisa-de-terapia/"> motivos o fim de um relacionamento conjugal</a> não significa o fim de uma família. Ainda mais quando existem filhos que são frutos da relação. O divórcio pode até significar o fim da vida em casal, mas ele também é a reconfiguração de novas maneiras de se relacionar em família. Lutar pela </span><span style="font-weight: 400;">restauração familiar,</span><span style="font-weight: 400;"> independentemente de como o casamento tenha acabado, deve ser prioridade de ambos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na terapia de casal buscamos construir um ambiente de diálogo e cura, entendendo o casal de maneira individual, mas também conectados. Percebendo que cada relacionamento possui uma história única e que não cabe julgamentos ou receitas de bolo na hora reconstruir uma relação para torná-la novamente saudável para todos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Abrindo mão de encontrar um culpado</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><span style="font-weight: 400;">restauração familiar</span><span style="font-weight: 400;"> começa a acontecer quando conseguimos dentro do consultório abandonar a necessidade de encontrar o culpado e iniciamos uma conversa madura e aberta sobre a responsabilização de cada uma das partes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse exercício só é possível quando ambos os lados se sentem seguros o suficiente para expor suas vulnerabilidades. No consultório eu utilizo a abordagem sistêmica, que consiste em tomar certo distanciamento da situação e abandonar o pensamento linear. Nem tudo é causa e consequência direta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pensamento sistêmico inspira-se na fluidez da vida, que está em constante transformação e passa por momentos de expansão e contração de maneira orgânica. Portanto, está baseado na interconexão entre os fatos e nos fluxos circulares e espirais. Nessa abordagem, a lógica de de dualidade “Se isso, então aquilo” não se aplica. Não existem verdade absolutas, logo não cabe encontrar culpados e fazer acusações.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Comunicação não violenta</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A comunicação Não Violenta &#8211; CNV &#8211; pode ser uma ferramenta para construção desse processo de restauração familiar. Ela consiste em criar um sistema claro de conversa para que o casal volte a se comunicar expressando o que sente e o que deseja do outro sem ofender ou fazer acusações ao longo do caminho.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Estabelecer conversas construtivas para alcançar a  </b><b>restauração familiar </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Atentos e cientes das necessidades de cada um podemos estabelecer conversas construtivas que irão nos ajudar nesse processo de recriar conexões e restaurar a família. Ok, pode ser que o casamento tenha acabado e que ambos não queriam mais construir um relacionamento como marido e mulher. No entanto, é preciso encontrar outras conexões e caminhos para continuarem sendo uma família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A resposta não é imposta ou conduzida, mas as sessões servem para descobrir juntos nesse novo caminho.</span></p>
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		<title>Como preservar a saúde mental em tempos de pandemia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2020 22:10:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Adulta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No início de 2020, enquanto todos nós estávamos fazendo planos, traçando metas e escrevendo nossas resoluções de ano novo, uma nova doença começava a se espalhar. Na época ninguém sabia, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2020/05/14/como-preservar-saude-mental-em-tempos-de-pandemia/">Como preservar a saúde mental em tempos de pandemia?</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">No início de 2020, enquanto todos nós estávamos fazendo planos, traçando metas e escrevendo nossas </span><a href="http://tatianaleite.com.br/2020/01/11/metas-de-ano-novo/"><span style="font-weight: 400;">resoluções de ano novo</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma nova doença começava a se espalhar. Na época ninguém sabia, mas o coronavírus (COVID-19) iria mudar radicalmente e de maneira repentina nosso estilo de vida. Em poucas semanas o novo vírus se espalhou pelo mundo todo de maneira exponencial e preocupante. Foi como se estivéssemos em um carro em alta velocidade e de repente atingíssemos um muro de pedras.  </span><span style="font-weight: 400;">A velocidade de propagação, a agressividade do vírus e o pouco conhecimento sobre a nova ameaça fez com que a única arma para combater a doença fosse a quarentena de toda a população. Diante de tantas mudanças como você tem preservado a sua </span><span style="font-weight: 400;">saúde mental em tempos de pandemia?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu não tenho respostas prontas. Na verdade, desconfie de quem em um cenário como esse, te oferecer soluções simples. Mas, apesar da falta de certezas quero usar esse espaço para conversarmos sobre como podemos nos ajudar a passar por esse momento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Um olhar para entender o cenário atual</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo coronavírus surgiu no final de dezembro de 2019, os primeiros casos registrados da doença aconteceram na China na cidade de Wuhan. Em poucas semanas, o vírus começou a se espalhar por outros países. Em meados de janeiro já havia casos de contaminação local na Europa e na primeira quinzena de março a Organização Mundial de Saúde &#8211; OMS, declarou o coronavírus uma pandemia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi assim, de uma hora para outras que o coronavírus afetou a vida de todos. O medo em relação à doença, as incertezas sobre o futuro, o impacto nos empregos, a ansiedade e preocupação com a saúde de familiares e amigos. Tudo acerca dessa nova realidade desencadeia uma série de emoções que causam medo, ansiedade e depressão.</span></p>
<h2></h2>
<h2><b>Como manter a saúde mental em tempos de pandemia?</b></h2>
<h4><b>Evite ser bombardeado por informações sobre a doença o tempo todo!</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos principais fatores que agravam os quadros de ansiedade e depressão é o excesso de informação. É fácil perder o controle emocional quando vemos que temos pouca ou nenhuma influência sobre os acontecimentos à nossa volta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os efeitos devastadores de uma super exposição do tema estão sendo sentidos na Itália. Uma </span><a href="https://www.estudosnacionais.com/22843/italia-sofre-epidemia-de-suicidios-e-depressao-com-sensacionalismo-das-informacoes/"><span style="font-weight: 400;">reportagem do site estudos nacionais</span></a><span style="font-weight: 400;"> mostrou como o sensacionalismo das informações, a pressão psicológica diante dos acontecimentos e as poucas habilidades emocionais fizeram aumentar o número e as tentativas de suicídio no país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A disseminação do medo foi a arma usada pela mídia e pelo governo para conter a população em casa. No entanto, as imagens de pacientes entubados nas UTIs, caixões empilhados, caminhões frigoríficos empilhando os corpos geraram desencadearam tanto medo e ansiedade na população que alguns pacientes que estavam com suspeita da doença, mesmo antes de terem os testes confirmados, decidiram encerrar a própria vida a ter que lutar contra o coronavírus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, escolha um ou dois horários durante o dia para ver notícias e procure se informar em veículos de credibilidade.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Crie uma rotina durante o seu isolamento</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você está trabalhando em casa, ou mesmo se está afastados de suas tarefas, saiba que ter uma rotina é muito saudável para sua saúde mental. Isso inclui estabelecer horários para acordar e dormir, horários para refeições, cumprir com a rotina de trabalho, etc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante também abrir espaços para aquele hobbie que você ama. Para aquele curso que você sempre quis concluir online. Mas, tão importante quanto preencher a sua agenda do dia com tarefas construtivas é deixar espaço para o ócio. Isso mesmo, não fazer nada e não ter a obrigação de estar sempre produzindo algo também fazem parte de uma rotina mental saudável.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Use a tecnologia para se conectar com as pessoas</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A tecnologia é uma importante aliada nesse momento. Mantenha-se perto das pessoas que você ama, mesmo estando longe. Ligue para seus amigos mais próximos e para seus familiares. Procure manter uma leveza nessas conversas, fale sobre como você se sente, escute sobre o dia das outras pessoas. Aproveite para falar sobre como cada uma está lidando com esse momentos, ou então diversifique o assunto. Fale sobre filmes, livros e séries. O que importa é se sentir parte de um grupo mesmo com o distanciamento físico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tecnologia também serve para te manter próximo de profissionais de saúde e terapeutas que possam te acompanhar nesse momento. </span><span style="font-weight: 400;">Caso você já faça terapia, não deixe de realizar as sessões por conta do isolamento.</span><span style="font-weight: 400;"> Muitos psicólogos estão fazendo atendimentos online. Se você ainda não faz terapia esse é um bom momento para começar. Não existe uma única pessoa que não esteja confusa, preocupada ou com medo de tudo o que está acontecendo. O acompanhamento psicológico pode te ajudar muito a passar por tudo isso de maneira mais equilibrada.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Ofereça suporte psicológico aos profissionais que estão na linha de frente</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as pessoas que mais estão sofrendo depressão e ansiedade estão os profissionais de saúde que estão na linha de frente para combater a doença. Muitos estão afastados de suas família, trabalhando longas horas sem descanso e lutando contra um vírus o qual ainda não existe protocolo de tratamento e remédios com eficácia comprovada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Médicos e enfermeiros estão na linha de frente tentando salvar milhares de vidas em condições precárias onde falta equipamento de proteção, leitos para os pacientes, respiradores para casos agudos da doença. Entre os terapeutas que atendem médicos, enfermeiras e outros profissionais de saúde que estão diariamente lutando contra a doença já existem relatos de que esses profissionais estão sendo severamente afetados psicologicamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você tem um amigo, familiar ou conhecido que está na linha de frente ofereça suporte emocional. </span><span style="font-weight: 400;">Precisamos, mais do que nunca, nos colocarmos no lugar do outro. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Tenha certeza de que você não está sozinho</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que o isolamento social afete a saúde mental e faça as pessoas se sentirem sozinhas é primordial lembrar-se de que você não está sozinho. Estamos todos passando por isso juntos. Procure cultivar uma atitude positiva. Por mais difícil que seja, manter pensamentos construtivos nos ajudam a seguir com equilíbrio mesmo diante do caos. Não fique ruminando o medo nem dando atenção para pensamentos ruins. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Peça ajuda!</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu sei que são tempos difíceis, conturbados e que a ansiedade diante de tudo o que está acontecendo pode te afligir. Por isso, peça ajuda! Não negligencie a sua saúde mental. Cuidar de você é o mais importante nesse momento! Quer saber mais sobre o atendimento online? Preencha o formulário, ou então me manda uma mensagem nas redes sociais!</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Volta às aulas: coloque a sexualidade na pauta escolar!</title>
		<link>https://tatianaleite.com.br/2020/02/04/volta-as-aulas-coloque-sexualidade-na-pauta-escolar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2020 15:30:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Viva Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As atividades escolares estão voltando essa semana. Em meio a muita agitação das crianças e dos adolescentes, nós que somos pais, professores e orientadores pedagógicos já estamos preparando o terreno [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2020/02/04/volta-as-aulas-coloque-sexualidade-na-pauta-escolar/">Volta às aulas: coloque a sexualidade na pauta escolar!</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As atividades escolares estão voltando essa semana. Em meio a muita agitação das crianças e dos adolescentes, nós que somos pais, professores e orientadores pedagógicos já estamos preparando o terreno para conduzi-los em mais um ciclo de aprendizagem e desenvolvimento. A volta às aulas é sempre um período de muita ansiedade entre os jovens. A cada novo ciclo eles vivem um mix de expectativa e medo em relação às experiências que estão por vir. Presenciando assim um turbilhão de emoções e sentimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uns, 2020 será ano de começar o ensino médio.  Para outros, ano de vestibular. Tem ainda os que irão iniciar agora em janeiro a tão sonhada faculdade e os que estão em fase cursinho. Mas, uma coisa é certa, independente da fase escolar que esteja, todos irão, ao longo do ano, testar, aprender e desenvolver sua sexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, precisamos tratar a sexulidade dos adolescentes como um direito. Não como um tabu a ser ignorado. A escola, o cursinho, a faculdade e o ambiente familiar precisam entender que, mesmo velando o tema e tratando os jovens como inaptos para as descobertas sexuais, isso é algo inerente à vida. Eles estão constantemente conhecendo, expondo, analisando e experimentando a sexualidade. E, se isso é algo tão natural para os processos do corpo, da psique e das relações humanas por que continuamos a ignorar a sexualidade dos jovens? Nosso papel enquanto adultos é justamente orientar e guiar os adolescentes. Oferecendo um ambiente de escuta que seja seguro e responsável. Afinal, só dessa forma, eles poderão ampliar a própria capacidade de conhecimento e aprendizagem sobre o que é vida e sexualidade. </span></p>
<h2><b>VIVA SEXUALIDADE</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto </span><a href="http://tatianaleite.com.br/projeto-viva-sexualidade/"><b>Viva Sexualidade</b></a><span style="font-weight: 400;">, que nasceu em 2017, fala sobre como a sexualidade humana é vivida em ciclos de movimento, expansão e contração. Ela cresce em espiral através do tempo e pode ser observada em todas as fases da vida. Na infância, quando estamos descobrindo nosso corpo e nos desconectando de nossas mães. Na adolescência, com o início da puberdade da produção dos hormônios sexuais e do amadurecimento dos órgãos reprodutivos. Na vida adulta e também na terceira idade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro desse processo natural de desenvolvimento algumas fases podem causar mais ou menos estresse. Para os adolescentes é muito comum que essa seja uma fase de grande ansiedade. Já que na nossa sociedade é muito comum reprimirmos as conversas em torno do tema. Tratarmos o assunto como um tabu e negarmos a condição natural dos jovens dentro do processo de descoberta da sexualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser </span><a href="http://tatianaleite.com.br/2019/10/16/geracao-z-os-perigos-do-mundo-digital-para-os-adolescentes/"><b>adolescente no mundo digital</b></a> <span style="font-weight: 400;">é ter que viver uma fase de transformações físicas, sociais e emocionais conectado à internet 24 por dia, 7 dias por semana. A chamada geração Z vive muitos os conflitos internos e externos durante a adolescência. Para nós, que já passamos dessa fase, é quase impossível entender o quanto o ambiente digital está interferindo na construção da psique dos jovens. </span></p>
<h2><b>A descoberta da sexualidade</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem muitas formas. Mas, a que eu considero mais assertiva é criar ambientes e espaços para que os adolescentes se sintam seguros em compartilhar suas experiências. Tirar dúvidas. Conversar sobre suas curiosidades. É fundamental que eles fiquem confortáveis para compartilhar e ouvir sem se sentirem julgados por seus pensamentos e atitudes. E cabe a nós iniciarmos esse relacionamento. Criarmos esses espaços dentro de casa, no ambiente escolar, no consultório, etc. Colocar as próprias experiências e se mostrar vulnerável é uma excelente maneira de construir esse vínculo afetivo e de confiança.</span></p>
<h2><strong>Projeto vida adolescente</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano passado, tive a oportunidade de realizar o </span><b>projeto vida adolescente</b><span style="font-weight: 400;"> dentro do colégio Maple Bear em São Paulo. Foram seis meses de trabalho. Junto com orientadores pedagógicos e os próprios jovens. Fomos capazes criar espaços de conversa sobre: MUNDO DIGITAL, SEXUALIDADE, REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES. Falamos sobre os </span><a href="http://tatianaleite.com.br/2019/10/16/geracao-z-os-perigos-do-mundo-digital-para-os-adolescentes/"><span style="font-weight: 400;">perigos da superexposição na internet. </span></a><span style="font-weight: 400;">A dependência causada pelas redes sociais. O bullying e a exclusão social que os jovens sofrem por meio dessas ferramentas e que se estende para o convívio presencial. Temas como: pornografia, sexting, namoro, vínculos afetivos, aspectos biopsicossociais da sexualidade também foram abordados nesses encontros. Como resultado, conseguimos gerar muito mais conhecimento e esclarecimento para os adolescentes que participaram dos debates.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que não é uma tarefa fácil, existem inúmeros medos e anseios dos pais em abrir espaço para esse tipo de conversa. Acho que o maior deles é saber que não podem controlar as experiências dos filhos e acreditarem que ao evitar o assunto estão preservando a inocência e a pureza das crianças. Mas, a verdade é que, como dito anteriormente, a sexualidade é um processo constante e natural. Os adolescentes vão inevitavelmente testar seus desejos e vontades e descobrir o sexo em algum momento, Por isso, orientar e guiar essas experiências, enxergando que sexo e sexualidade são coisas diferentes, é a melhor maneira de evitar que esse processo seja traumático na vida dos jovens. </span></p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2020/02/04/volta-as-aulas-coloque-sexualidade-na-pauta-escolar/">Volta às aulas: coloque a sexualidade na pauta escolar!</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
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		<title>Metas de ano novo: cuidado para não criar expectativas irreais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jan 2020 17:13:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nada é tão poderoso para renovação de energias quanto o início de um novo ano. O mundo todo parece estar conectado a uma energia cíclica de renovação e recomeço. Novos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Nada é tão poderoso para renovação de energias quanto o início de um novo ano. O mundo todo parece estar conectado a uma energia cíclica de renovação e recomeço. Novos objetivos e propósitos são traçados e na nossa cultura é comum as pessoas dedicarem tempo para avaliar seu desempenho no ano que se encerrou. Fechar um balanço sobre suas ações e criar novas metas de ano novo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda essa movimentação é muito positiva para a psique. Nossos sonhos são alimento para a alma. Eles nos definem como pessoas e nutrem nossa capacidade de ser no mundo. Mas, se de um lado da balança temos os sonhos nutrindo nossa felicidade, do outro temos as expectativas irreais frustrando nossa autoestima e capacidade de realização. Por isso, apesar de começar 2020 desenhando planos e criando calendários de ações ser algo muito proveitoso é preciso observar os excessos de cobrança, a autopunição por uma resultado negativo e a carga excessiva de tarefas que em poucas semanas vão drenar toda a nossa energia podendo até nos levar a uma síndrome de </span><a href="http://tatianaleite.com.br/2019/11/26/autoritarismo-e-cobrancas-excessivas-afetam-saude-mental-dos-jovens/"><span style="font-weight: 400;">burnout</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<h2><b>Alimentando os sonhos</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Aproveite essa época do ano para sonhar de maneira mais livre. Sem se preocupar com as metas que você acha que precisa alcançar ou as metas que outras pessoas impõem para sua vida. Permita-se sonhar com aquilo que você deseja viver e realizar em 2020. Deixe a imaginação ir para onde quiser, sem dar caminhos, limites ou barreiras para o seu sonho. Alimente seus desejos antes de olhar para os desafios e obstáculos que você terá para realizá-los.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando seu sonho estiver crescendo, alimentando sua energia vital e força de realização coloque os pés no chão e comece a desenhar sua trilha de execução. Já que é  nessa hora que costumamos confundir a grandeza dos sonhos com a nossa real capacidade de realização, o que nos leva ao nosso maior vilão: as expectativas irreais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, acreditar que é possível correr uma maratona com um mês de treinamento esportivo. Ou, colocar como meta dominar um idioma em poucas semanas estudando 10 horas por dia. Essa é a receita infalível para gerar frustração e falhar. Apesar de sonhar alto ser parte do processo de conquista de todos os objetivos, temos que aprender que todo caminho, por mais longo que seja, se percorre um passo de cada vez e cada um em seu próprio ritmo.</span></p>
<h2><b>Sonhe com o longo prazo, planeje apenas o curto prazo e pratique a presença plena no agora!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro passo para realizar seus sonhos é sonhar! O segundo é colocar em prática ações que te colocam mais perto da meta. Não precisa transformar tudo do dia para a noite. Pelo contrário, o equilíbrio é a chave para o sucesso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Dr. David R. Hawkins, médico, psiquiatra e pesquisador pioneiro no campo da consciência, o desejo é uma emoção e essa emoção gera sentimentos e sensações pelo nosso corpo. Quanto mais damos atenção ao que estamos sentido enquanto desejamos, mais esse desejo cresce dentro de nós associados a outros sentimentos e emoções. São as chamadas programações inconscientes. Se nossos desejos e sonhos crescem associados ao medo ou a percepção de escassez, ele fica programado em nosso sistema como algo negativo. </span><span style="font-weight: 400;">É muito fácil sabotar nossos sonhos quando eles estão programados com crenças limitantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O processo de realização é cercado de aprendizagem. Durante todo o caminho iremos errar, acertar, corrigir a rota, falhar, começar de novo, aprimorar. </span> <span style="font-weight: 400;">Somos humanos e, por isso, às vezes, é muito difícil olharmos para os tombos de maneira positiva. Mas, se não conseguirmos enxergar vitórias durante o processo fica ainda mais difícil lidar com os erros e as derrotas que fazem parte da vida. </span></p>
<h2><strong>Mantenha o sonho vivo</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que isso não aconteça. mantenha o sonho vivo e ligado a sentimentos positivos de conquista e realização planejando ações apenas para o curto prazo. O que eu posso fazer hoje que me coloca um passo mais perto do meu sonho? O que eu vou executar na semana que vem que estará ligado, mesmo que indiretamente, a conquista que eu tanto desejo? Mantenha-se no momento presente. Se o seu sonho é correr uma maratona e a sua meta de hoje é correr 5 minutos, enquanto estiver correndo preste atenção no seu corpo, no que ele precisa e sente. Não se preocupe em cumprir um tempo, em fazer mais do que o estipulado. Apenas realize a tarefa. Só assim você vai saber como o seu organismo se sente e se você está pronto para aumentar a meta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse processo. não criar expectativas em relação às metas de ano novo é algo impossível. O simples ato de almejar uma conquista já nos cria expectativa. Isso faz parte da maneira como enxergamos a vida. Mas, apesar disso, temos que aprender a gerenciar essas expectativas e mantê-las conectadas aos objetivos de curto prazo e não ao sonho de longo prazo.</span></p>
<h2><b>Aprenda a comemorar as pequenas vitórias</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Se o desejo é uma emoção que gera sensações e se associa a novas emoções é importante manter o desejo ligado a emoções positivas. Por isso, comemorar as pequenas vitórias é mais importante do que fazer correções ao que não deu certo. Quando estamos concentrados em algo positivo sentimos prazer e nosso cérebro passa a desejar reproduzir essa sensação prazerosa. Acabamos sem muito esforço nos convencendo a replicar aquele resultado positivo e assim caminhamos na construção do nosso objetivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, quando nos concentramos em algo que falhamos geramos a frustração de não ter conseguido. E, por mais que a gente consiga listar novas tarefas para corrigir os pontos de melhoria, nosso cérebro vai relacionar a experiência a algo negativo e de maneira inconsciente evitar reproduzir aquela sensação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que faz parte corrigir os passos errados e tentar novamente quando algo não sai como planejado. A questão é, quanto mais conseguimos conectar essa ação a um sentimento positivo, mais prazeroso se torna nosso percurso e quando menos percebemos estamos vivendo um dia após o outro nosso sonho!</span></p>
<h2><b>Deixe espaço para ser surpreendido!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro erro muito comum que as pessoas cometem ao planejarem as metas de ano novo é planejar cada pequeno detalhe em relação a conquista do sonho. Em primeiro lugar, esse planejamento detalhado gera uma falsa ideia de controle. Acreditar que temos o controle de que tudo vai acontecer da maneira que planejamos é um passo infalível para o fracasso. Isso porque tudo na vida é impermanente e temos pouco, ou nenhum, controle sobre o que acontece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deixar espaço para que as coisas aconteçam de maneira livre abre espaço para sermos surpreendidos positivamente. Muitas vezes desejamos tanto algo, estamos tão focados em realizar, que paramos de notar que outra coisa incrível está acontecendo em nossas vidas. Deixar espaço para o imprevisto e acolher com sabedoria e amor tudo o que acontecer é uma forma de desfrutar com mais harmonia e equilíbrio aquilo que está acontecendo em nossas vidas.</span></p>
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		<title>Férias de fim de ano: momentos de pausa são indispensáveis para a saúde mental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Dec 2019 09:43:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dezembro está chegando ao fim! Parece que a cada ano que passa o ano fica mais curto e o tempo passa mais rápido. Essa sensação está presente no espírito do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2019/12/20/ferias-de-fim-de-ano-momentos-de-pausa-sao-indispensaveis-para-a-saude-mental/">Férias de fim de ano: momentos de pausa são indispensáveis para a saúde mental</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Dezembro está chegando ao fim! Parece que a cada ano que passa o ano fica mais curto e o tempo passa mais rápido. Essa sensação está presente no espírito do nosso tempo. Parece que o mesmo acontece com a velocidade da vida. Apesar de nada ter mudado em relação a quantidade de horas que se tem no dia ou a quantidade de dias que se tem em um ano, essa percepção nunca esteve tão correta. A vida está sim passando mais rápido!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha opinião, a ansiedade é o fator mais relevante que nos faz alimentar e construir essa percepção. Nossa incapacidade de viver o momento presente, somada a velocidade e a quantidade de informações, de tarefas e metas que impomos a nós mesmos faz com que constantemente estejamos lutando contra o tempo sem, ao menos, vê-lo passar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Viver sempre preocupado com o futuro e angustiado com o passado nos tira a consciência sobre o agora e alimenta muitos transtornos mentais. É por isso que as férias de fim de ano e momentos de pausa dessa loucura do dia a dia são tão importantes para a saúde mental. </span></p>
<h2><b>Desacelerar!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No mundo de hoje tudo é produtividade. Tem cursos para ensinar os jovens a fazer leitura dinâmica. Vários métodos para te ajudar a concluir tarefas dentro de uma prazo cronometrado. Técnicas que te ensinam a realizar duas ou mais coisas ao mesmo tempo. A produtividade parece ser a grande estrela do momento. Ser a pessoa que faz uma tarefa por vez ou um projeto por dia te colocam fora do círculo social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, apesar de sermos cobrados pela performance e por ser essa pessoa multitarefas é importante reconhecermos que manter esse ritmo o tempo todo é estressante e tem péssimos efeitos sobre nossa saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Precisamos desacelerar. Pensar mais devagar. Fazer as tarefas mais devagar. Conversar mais devagar! Nada melhor que estar de férias para alimentar esse hábito. O tempo anda mais rápido ou mais devagar conforme o nosso ritmo e conforme nossa capacidade de notarmos o tempo passando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem muitas práticas que nos ajudam a regular o estresse a ansiedade. O </span><i><span style="font-weight: 400;">mindfulness</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; exercício de presença plena, certamente é o mais comentado atualmente. Mas, eu confesso que para quem está a mil por hora praticar meditação e presença plena parece uma tarefa difícil e sofrida demais. Apesar de meditar ser algo muito positivo!</span></p>
<h2><b>Fortalecendo a saúde mental</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As pessoas estão tão estressadas que quando o fim do ano chega elas querem aproveitar as férias para não fazer nada! E claro, não fazer nada e passar o dia maratonando um seriado é maravilhoso. Mas, minha proposta é que, ao invés de frear com tudo e, no dia seguinte ao recesso de fim ano, já pararmos completamente com todas as nossas atividades, possamos usar esse período para reconstruir hábitos mais saudáveis para nossa saúde mental. Dessa forma, quando, no início do próximo ano, voltarmos para a escola, para o trabalho, para a rotina a gente consiga carregar essa nova mentalidade e esse novo jeito de levar a vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comece essa jornada fazendo uma coisa de cada vez. Ou seja, se você deseja ouvir uma música, só ouça a música. Feche os olhos, curta aquele momento. Aproveite para prestar atenção na melodia, nos instrumentos que estão sendo tocados. Na letra e, principalmente, em como você se sente! Vai almoçar? Sente-se à mesa e preste atenção na comida. Observe as cores, a textura, o cheiro e o sabor. Tente perceber a maneira como foi preparada. Vai parecer muito difícil. Seu cérebro vai lutar e pedir que você faça outra coisa, que dê mais tarefas para que ele se distraia. Mas persista durante um tempo! </span></p>
<h2><b>Incentivar as crianças e os adolescentes a descansarem nas férias!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As crianças e os adolescentes também estão estressados e ansiosos. São tantas tarefas extracurriculares e cobranças por resultados e performance que, raramente, eles têm tempo para pensarem sobre o que realmente gostam de fazer. Nas férias é comum vermos pais &#8220;correndo&#8221; para encontrar atividades de verão. Atividades de lazer. Cursos de férias. E, apesar da diversão fazer parte desse momento, é fundamental deixar que eles descansem e aprendam a viver com o tédio e com a monotonia de uma rotina tranquila.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Propor esses espaços de não fazer nada e inclusive não assistir televisão, não acessar a internet e não sair para brincar, também são formas de estimular a criatividade e a capacidade de desacelerar.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Minha dica é aproveitar o final do ano, o clima de encerramento de ciclo e as férias para cultivar hábitos mais saudáveis para a mente. Usar esse período para refletir sobre tudo o que vivemos em 2019. Relembrar o que aconteceu em nossa vida ao longo do ano e reconstruir nossa percepção sobre o tempo ter passado é uma maneira de perceber que o tempo não está passando mais rápido por nós. Nós é quem estamos passando mais rápido por ele!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa época do ano também nos convida a fortalecer nossos laços de afeto, respeito e confiança com as pessoas que amamos. A medida que conseguimos desacelerar o ritmo de cobrança somos capazes de aproveitar as férias para construir novos hábitos e rotinas mais saudáveis para a convivência entre todos. A escuta ativa é o melhor canal para criar novos vínculos. Estar disponível para ouvir sem julgamentos, aconselhar na tomada de decisão e planejar o futuro da família juntos é uma excelente maneira de fortalecer os laços e usar os momentos de pausa como ponte para uma vida mais equilibrada.</span></p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2019/12/20/ferias-de-fim-de-ano-momentos-de-pausa-sao-indispensaveis-para-a-saude-mental/">Férias de fim de ano: momentos de pausa são indispensáveis para a saúde mental</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
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